O Brasil aparece na lista dos países mais afetados pelo fenômeno climático, com uma estimativa de 26.700 mortes adicionais no período de junho de 2026 a março do ano que vem. Deste número, 19.500 podem ocorrer nos próximos 6 meses. Os dados foram divulgados pelo laboratório na 5ª feira (29.out.2026).

Segundo o monitor El Niño Heat Mortality Tracker, desenvolvido por pesquisadores da instituição norte-americana, o calor extremo já teria provocado 484.500 mortes adicionais de junho a setembro deste ano. A previsão é de mais 372.900 mil até março, em um intervalo de 10 meses.

O El Niño ocorre quando a temperatura média da superfície do mar na região central e tropical do oceano Pacífico fica significativamente acima da média histórica. Segundo a definição apresentada no estudo, o fenômeno é caracterizado por uma elevação de 2°C ou mais.

No Brasil, o Super El Niño poderá intensificar secas e incêndios no Norte e Nordeste, aumentar a frequência de ondas de calor no Centro do país e provocar chuvas extremas na região Sul.

Eis os 10 países que enfrentam as maiores previsões de número de mortes (junho de 2026 a março de 2027) por causa do Super El Niño:

Índia – 160.000 (incluindo 55.200 nos próximos 6 meses);

China – 85.400 (incluindo -240 nos próximos 6 meses);

Nigéria – 69.700 (incluindo 56.100 nos próximos 6 meses);

Sudão – 53.200 (incluindo 14.700 nos próximos 6 meses);

Indonésia – 49.500 (incluindo 29.300 nos próximos 6 meses);

Brasil – 26.700 (incluindo 19.500 nos próximos 6 meses);

República Democrática do Congo – 24.700 (incluindo 11.300 nos próximos 6 meses);

Bangladesh – 18.400 (incluindo 6.700 nos próximos 6 meses);

Vietnã – 18.100 (incluindo 8.300 nos próximos 6 meses).

Segundo o Climate Impact Lab, a estimativa de mortes aumentou em relação a um relatório divulgado em setembro de 2026, com as temperaturas de agosto e setembro ficando acima do previsto.

As projeções consideram o número de mortes adicionais em comparação com a média do período de referência de 1996 a 2005. Por isso, de acordo com a metodologia, alguns países podem apresentar valores negativos, indicando uma estimativa de mortes abaixo daquela registrada na linha de base.