O motivo? É um SUV e isso lhe daria boas chances para enfrentar os chineses GWM Ora 5, BYD Yuan Pro e Leapmotor B10, apesar de ser menor.
O Volkswagen ID.Cross tem 4,15 metros de comprimento, sendo 6 cm menor que o T-Cross brasileiro. Contudo, para os passageiros o entre-eixos de 2,60 m da plataforma elétrica é uma desvantagem frente aos 2,65 m do SUV nacional. O porta-malas é maior, com 475 litros e um compartimento frontal adicional (frunk) com 22 litros de capacidade.
<span class="hidden">–</span> Divulgação/Volkswagen
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Na traseira, uma barra transversal com luzes de led domina a tampa, logo abaixo do teto alongado que termina em um spoiler. Por dentro, há materiais macios e cores harmoniosas para criar uma cabine mais acolhedora e sofisticada. O grande diferencial fica para o painel digital de 10,3 polegadas, que pode exibir mostradores com visual retrô inspirado no Golf de primeira geração.
O que também ajuda os novos elétricos da VW a conquistar clientes é que questões cruciais de ergonomia foram resolvidas. Os comandos do ar-condicionado voltam a ser botões físicos na região central do painel, acima da base de carregamento sem fio. O volante achatado também foi redesenhado, abrigando controles do sistema ADAS no lado esquerdo. O multimídia principal opera através de uma nova tela de 12,9 polegadas alinhada ao condutor. São características que podem se mostrar uma vantagem perto dos rivais chineses, que concentram toda a operação em telas.
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Qual é a potência e o motor elétrico do T-Cross elétrico?
O SUV compacto usa o novo motor elétrico APP290, capaz de entregar 29,6 kgfm de torque e configurações de potência de 116 cv, 135 cv e até 211 cv. A tração é exclusivamente dianteira, marcando a primeira vez que a base modular da nova geração elétrica da Volkswagen abandona a tração traseira utilizada nos modelos maiores, garantindo maior otimização do espaço traseiro.
A configuração topo de linha de 211 cv vai de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. É o motor ideal contra os 204 cv do Ora 5 e os 218 cv do B10. A suspensão dianteira é McPherson, enquanto a traseira usa um eixo de torção convencional, mas com apoios de borracha e buchas projetadas especificamente para anular vibrações, proporcionando uma transposição de piso mais madura e o silêncio típico exigido na condução elétrica.
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O VW ID.Cross está disponível na Europa com duas baterias cell-to-pack de 37 kWh ou 52 kWh, que garantem autonomia média no ciclo WLTP entre 316 km e 436 km. O modelo tem chegada prevista para o mercado europeu em novembro, com preços na casa dos 30.000 euros (R$ 180.000 ao câmbio atual). Ele se posicionará um degrau acima do T-Cross a combustão europeu, tabelado em cerca de 25.000 euros (R$ 150.000 ao câmbio atual).
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As composições químicas variam entre LFP para a menor bateria e NMC para a unidade de maior densidade, o que possibilita potências de recarga de até 105 kW em corrente contínua. Segundo a fabricante, isso permite elevar o nível de carga de 10% a 80% em 24 minutos. O desenvolvimento do veículo foi inteiramente capitaneado pela espanhola Cupra, com produção prevista em Pamplona, na Espanha.

