Alisson Santana foi uma das surpresas da convocação do técnico Carlo Ancelotti para os amistosos contra Japão e Singapura. Chamado pela primeira vez na seleção principal, o atacante do Shakhtar Donetsk saiu do Rio Grande do Sul sem jogar nos grandes clubes: foi reprovado em um teste no Inter e depois ficou entre Grêmio e Atlético-MG. Escolheu Minas Gerais e o resto é história.
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Com passagem pelas categoria de base da Seleção, Alisson Santana comemorou a primeira oportunidade no equipe principal.
– É claro que eu tinha o sonho de vestir a camisa da seleção brasileira também na categoria profissional, e esse dia chegou. A ficha ainda não caiu, mas eu posso dizer que eu estou muito feliz, de uma forma que eu não consigo entender muito bem ainda e muito menos expressar em palavras – declarou, via assessoria de imprensa.
O jovem de 21 anos soma 50 partidas pelo Shakhtar, com 11 gols e 14 assistências. No Brasil, surgiu com 17 anos no Atlético-MG, pelas mãos de Felipão, e logo virou xodó da torcida. Mas a caminhada no futebol começou muito antes no Rio Grande do Sul. Curiosamente, o atacante saiu sem jogar em Grêmio e Inter.
Ainda criança, Alisson Santana vestiu a camisa do Cruzeiro, que era de Porto Alegre e hoje em dia tem sede em Cachoeirinha, na região metropolitana, cidade onde ele nasceu. Aos 11 anos, fez teste no Inter, mas foi reprovado pelo Colorado.
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Poucos anos depois, já com o destaque alcançado no Nação, da região metropolitana de Joinville, foi cobiçado por Grêmio e Atlético-MG. Ali, por pouco não voltou ao Rio Grande do Sul. Mas a escolha foi pelo Galo, para o qual foi contratado para a categoria sub-17. Embora diga que tem intenção de jogar no estado natal, antes tem o sonho de jogar na Premier League.
– Quando eu era criança, eu fiz teste no Inter e não passei. E aí depois quando eu me destaquei, ficou entre Grêmio e Atlético-MG. O Atlético-MG conseguiu entregar o que era bom para mim no momento. E aí eu fui. Nunca joguei nesses times (Grêmio e Inter). Queria quando criança, mas vejo que não fez muita diferença – disse Alisson em entrevista ao ge em 2025.
– Sou torcedor do Galo, mas sou torcedor aqui no Rio Grande do Sul também, então tenho o sonho de jogar aqui. Mas lá na frente, pelos 30, 35 anos. Quero fazer uma carreira fora, por ser um futebol do mais alto nível, mas tenho o sonho de voltar, sim – reconheceu o jovem.
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Como muitos outros jogadores, Alisson precisou superar adversidades em busca do sonho de virar profissional. Quando criança, precisava esperar do lado de fora, só de meia, alguém sair do campo e emprestar as chuteiras para ele jogar. A história está mais na memória de quem rodeia do que na do próprio atacante.
– Eu não lembro muito, porque para mim não era um problema, eu só queria jogar e esperar a minha vez. Mas, sim, já teve dias que eu tive que esperar os moleques terminar o treino para sobrar uma chuteira para eu treinar – conta.
E assim ele foi treinando até que, familiares dos companheiros de clube, comovidos, fizeram uma vaquinha para comprar o material.
– Eu lembro que o pai desse meu amigo me levou um dia no shopping para comprar uma chuteira. Eu sempre tive dificuldade, a gente não tinha dinheiro para comprar essas coisas. Mas sempre tive uma ajuda de um ou outro – completa.
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