A bandeira verde indica condições favoráveis para a geração de energia e, por isso, não acrescenta custos à tarifa paga pelos consumidores. Em outubro, a agência havia decidido pela 1ª bandeira verde depois de 5 meses com cobrança adicional.
“A bandeira verde permanece em novembro devido às condições favoráveis de geração, com o aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas, o que traz equilíbrio nos reservatórios. Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado” , disse a Aneel, em nota.
De janeiro a abril de 2026, a bandeira havia permanecido verde. Em maio, a Aneel acionou a amarela depois da redução das chuvas durante a transição do período úmido para o seco. A sinalização, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, foi mantida até setembro.
A decisão para novembro sinaliza a manutenção das condições hidrológicas de outubro. Segundo a Aneel, o aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste durante a transição entre os períodos seco e úmido contribuiu para estabilizar os reservatórios das hidrelétricas.
Segundo boletim mensal divulgado pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), os reservatórios do SIN (Sistema Interligado Nacional) atingiram 65,9% do volume útil em outubro, o 2º maior nível registrado para o período desde 2015.
Com maior disponibilidade de geração hidrelétrica, diminui a necessidade de acionar fontes mais caras, como as usinas termelétricas. Isso reduz os custos de geração considerados no cálculo das bandeiras tarifárias.
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica mensalmente as condições de geração de energia no país. Veja os valores:
bandeira verde – indica condições favoráveis de geração. Não há cobrança adicional;
bandeira amarela – indica condições menos favoráveis. A cobrança extra é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos;
bandeira vermelha patamar 1 – indica condições mais custosas de geração. O adicional é de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos;
bandeira vermelha patamar 2 – representa o cenário mais caro de geração. O acréscimo é de R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.

