“A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque, se soubesse, a chance de dar errado seria maior” , declarou durante uma live no Instagram.
Foi a 1ª aparição em vídeo de Flávio desde que deixou o país, na 3ª feira (27.out). O senador descumpriu uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a apreensão de seus passaportes e o proibiu de viajar ao exterior.
FUGA DO BRASIL
Na 2ª feira (26.out), Flávio foi intimado da decisão de Moraes ao deixar uma visita ao pai, Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. Segundo seu relato, agentes da Polícia Federal o aguardavam na saída da residência. O senador deixou o Brasil no dia seguinte, sem entregar os passaportes, apesar da restrição judicial.
Na 3ª feira (27.out), o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, disse que não havia sido informado da viagem. Afirmou ter recebido uma mensagem naquela manhã, na qual Flávio afirmava que iria “dar um tempo”. Segundo Marinho, os 2 não voltaram a conversar naquele dia. Declarou compreender a decisão e afirmou que Flávio poderia continuar liderando a oposição do exterior.
Na 4ª feira (28.out), Flávio divulgou uma carta em que questionou o resultado das eleições e afirmou que lideraria a oposição dos Estados Unidos. O documento também indicava Marinho para a presidência do Senado.
Na 5ª feira (29.out), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto , afirmou que também desconhecia os planos do senador. O presidente do PL, contudo, disse que Flávio se despediu de Jair Bolsonaro. Depois, recuou e declarou que nem mesmo o ex-presidente havia sido informado.
EXPLICAÇÃO DE FLÁVIO
Na live desta 6ª feira (30.out), Flávio afirmou que manteve a decisão em sigilo e pediu que seus apoiadores não responsabilizassem outras pessoas pela viagem.
“Não teve ninguém ali que fez algo contra mim”, declarou.
O senador disse que está nos Estados Unidos com a mulher e as 2 filhas. Segundo ele, a família ainda está abalada, mas permanecer no exterior permitirá que continue se manifestando politicamente.
“Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil”, declarou.
Flávio também reiterou o apoio a Rogério Marinho para a presidência do Senado e afirmou que o Congresso Nacional será a principal frente de atuação da oposição ao governo Lula.

