A condenação encerra uma operação de espionagem que durou mais de 4 anos. Segundo documentos judiciais, Lai e Chen começaram a atuar sob ordens do MSS (Ministério da Segurança do Estado) da China em maio de 2021. A missão foi interrompida em junho de 2025, quando os 2 foram presos e processados pela Justiça federal norte-americana.
Os 2 homens coletaram informações sobre militares e instalações das Forças Armadas dos EUA em nome do serviço de inteligência chinês. Entre as atividades, facilitaram pagamentos secretos em dinheiro em troca de dados relacionados à segurança nacional americana e tentaram recrutar militares norte-americanos para a rede de espionagem.
O MSS é o principal serviço de inteligência civil da China, responsável por operações de inteligência estrangeira e contrainteligência. De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA , Lai recrutou Chen para o esquema e, inicialmente, atuou como intermediário entre ele e oficiais de inteligência chineses. Com o tempo, Chen passou a receber ordens diretamente dos agentes do ministério.
A coleta de informações militares também incluiu fotografias da Base Naval de Kitsap, em Bremerton, no Estado de Washington, e imagens de recrutas e marinheiros da ativa dentro de um posto de recrutamento da Marinha no sul da Califórnia. Chen ainda reuniu dados pessoais de um funcionário da Marinha e informações biográficas de militares que poderiam ser alvos de recrutamento pela rede de espionagem.
Os 2 foram presos em 27 de junho de 2025, durante uma operação do FBI. Um grande júri federal no Distrito Norte da Califórnia apresentou as acusações contra eles em 1º de julho daquele ano.
Lai se declarou culpado das duas acusações em 12 de dezembro de 2025. Chen fez o mesmo em 20 de fevereiro de 2026. Os crimes envolvem conspiração para atuar como agente de um governo estrangeiro e atuação como agente estrangeiro sem notificação prévia ao procurador-geral dos Estados Unidos.

