A Macaca sofreu os gols de Felipe Mateus e Diego Gonçalves e precisou atuar com um jogador a menos desde o primeiro tempo, quando Danilo Barcelos recebeu cartão vermelho.

Na avaliação de Kleina, a Ponte conseguiu executar parte do planejamento tático enquanto havia igualdade numérica. A proposta era limitar as investidas do Criciúma pelas laterais, especialmente com Lepo e Marcelo Hermes.

O treinador reconheceu a superioridade do adversário, mas afirmou que a equipe conseguia dificultar as ações ofensivas do Tigre antes da expulsão.

“A gente tinha uma proposta estabelecida para anular os pontos fortes do Criciúma, que ataca muito pelas laterais com Lepo e Marcelo Hermes, e conseguimos neutralizar quando estávamos jogando 11 contra 11. O Criciúma foi melhor nos dois tempos, claro, isso não tenho dúvida, mas estávamos conseguindo neutralizar de certa forma e também fazendo uma transição razoável com posse de bola”, afirmou.

Criciúma x Ponte Preta; Série B 2026 — Foto: Celso Luz

‘A gente não se reorganizou’, admite Kleina

Com a expulsão de Danilo Barcelos, a Ponte passou a enfrentar dificuldades para manter a posse de bola e sair do campo defensivo.

Kleina admitiu que a equipe não encontrou soluções para reorganizar a marcação e reduzir a pressão do Criciúma. Para o treinador, o segundo gol poderia ter sido evitado mesmo com a inferioridade numérica.

“Depois tivemos mais dificuldades com a expulsão, não conseguimos simplificar nosso jogo e o Criciúma nos bombardeou no ataque. Não precisávamos tomar o segundo gol, mas acabamos tomando. A gente não se reorganizou, mas faltou uma agressividade da nossa parte também”, avaliou.

Treinador evita responsabilizar Danilo Barcelos

Após a partida, Kleina também comentou a expulsão de Danilo Barcelos, que recebeu cartão vermelho por uma entrada em Otero.

O técnico contou que conversou com o lateral e afirmou que o jogador não teve a intenção de atingir o adversário. Segundo ele, os dois já atuaram juntos e mantêm uma relação de amizade.

Kleina reconheceu que Danilo chegou atrasado na disputa de bola, mas defendeu o histórico do atleta e evitou atribuir a derrota exclusivamente ao lance.

“Eu conversei com o Danilo e ele disse que é amigo do Otero. Eles jogaram juntos. O Danilo nunca foi um cara desleal na carreira dele. Ele acabou chegando atrasado, o VAR entendeu que era uma jogada temerária e deu cartão vermelho”, explicou.

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Kleina elogia dedicação do elenco

Apesar do resultado negativo, o treinador ressaltou o empenho dos jogadores, especialmente dos mais jovens, diante das dificuldades enfrentadas pela Ponte Preta nesta reta final da Série B.

Um dos nomes destacados foi o goleiro Vinicius Ferrari, responsável por defesas que impediram uma derrota por uma diferença maior.

“O Vinicius e todos os garotos estão honrando a camisa da Ponte Preta. Eles estão lutando demais. A gente dificultou a vida de um Criciúma que está brigando por acesso e jogou dentro de casa. O Vinicius fez uma partida sensacional”, afirmou.

Kleina também mencionou o volante Rodrigo Souza, de 39 anos, como exemplo de comprometimento.

Para o treinador, mesmo diante dos problemas vividos pelo clube e da dificuldade da competição, o elenco tem demonstrado dedicação nos confrontos contra equipes que disputam o acesso à Série A.

Gilson Kleina, técnico da Ponte — Foto: Celso Luz

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