Alciene Cavalcante, diretora-superintendente do Sebrae Amapá , disse que a confirmação da exploração de petróleo tem um impacto “muito grande e relevante” nas oportunidades de negócio para as pequenas empresas do Estado.
Segundo ela, diversos setores serão poderão ser beneficiados, desde hotéis e restaurantes a confecções responsáveis pela produção de uniformes.
“Estamos preparando as nossas pequenas empresas para os encadeamentos produtivos das grandes companhias com as pequenas. É um momento de grandes expectativas. É um momento de oportunidades, de estudar as oportunidades para investir mais” , declarou Alciene ao Poder360 em uma entrevista concedida em Macapá.
A diretora-superintendente afirmou que, para aproveitar as oportunidades relacionadas à atividade petrolífera no Amapá, os pequenos negócios precisam investir em qualificação, aprimorar produtos e serviços e obter certificações exigidas pelas grandes empresas.
“Essas grandes empresas que trabalham com petróleo e os seus parceiros, suas terceirizadas, exigem muitas certificações de segurança do trabalho e segurança sanitária para prestar serviços para essas companhias “, disse Alciene.
A diretora-superintendente afirmou que, além de apoiar os pequenos negócios, o Sebrae mantém diálogo com o poder público para planejar os efeitos econômicos da atividade petrolífera e “aproveitar da melhor maneira esse momento do Amapá” .
“Isso é para não passarmos por coisas que já passamos no passado no Amapá, como foi o caso do manganês. Teve o ‘boom’ do manganês, criaram-se cidades e quando o manganês acabou, não tinha ficado nada para o Amapá. Agora vivemos em uma outra realidade. Temos técnicos mais qualificados no Estado e instituições para aproveitarmos não só a questão dos impactos nos pequenos negócios, mas também onde devem ser investidos mais corretamente recursos de royalties” , disse a diretora-superintendente.
Alciene declarou que o Sebrae e o governo do Amapá desenvolvem programas de capacitação para pequenas empresas e de qualificação profissional de jovens interessados em trabalhar no setor.
“No ciclo do manganês, o Amapá era um território recém-criado. Não tinha independência nem autonomia. Hoje, nós temos uma legislação muito protetiva no Estado. Somos um Estado mais estruturado, mesmo que com peculiaridades, como ser um Estado amazônico e de fronteira” , disse Alciene.
O Poder360 publica uma série de reportagens especiais sobre as oportunidades que as expectativas de exploração de petróleo na Margem Equatorial já começam a movimentar no Amapá. Os textos mostram como empresas e empreendedores locais se preparam para um novo ciclo de desenvolvimento econômico no Estado, impulsionado pela perspectiva de avanço da atividade petrolífera na região. Leia aqui as reportagens.
A jornalista Bruna Rossi viajou ao Oiapoque a convite do Sebrae.

