O buraco que provocou a interdição parcial de um trecho da BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, tem causado uma enorme fila de caminhões na rodovia. O problema foi registrado no km 603, no sentido Feira de Santana–capital baiana, e mantém parte do tráfego restrita nesta terça-feira (3).

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que os serviços de recomposição do aterro e recuperação da pista começam nesta terça. O objetivo é restabelecer as condições de segurança e normalizar o trânsito no trecho.

Segundo o órgão, uma das faixas está liberada exclusivamente para veículos leves, enquanto a outra permanece interditada. Os caminhões e demais veículos pesados são direcionados para a via lateral, que corresponde à antiga estrada do DERBA.

No sentido Salvador–Feira de Santana, o tráfego segue normalmente, sem restrições.

O DNIT atribuiu a ocorrência a um processo erosivo no aterro de acesso ao viaduto. De acordo com o departamento, as fortes chuvas registradas na região na semana passada, associadas à obstrução de um dispositivo de drenagem, contribuíram para o problema.

Buraco na BR-324 provoca fila de caminhões em Simões Filho

Buraco provocou congestionamento de 20 km

A interdição começou na segunda-feira (2), por volta das 10h50, e provocou um congestionamento de aproximadamente 20 km. A informação foi divulgada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por volta das 18h40.

Inicialmente, todos os veículos precisaram utilizar rotas alternativas. Ao longo da tarde, a PRF informou que carros e outros veículos pequenos foram liberados para passar por uma das faixas, enquanto os veículos pesados continuaram sendo desviados.

Na ocasião, o superintendente do DNIT, Roberto Alcântara, explicou que a avaliação inicial apontava para um problema de drenagem. O órgão também informou que não havia identificado danos à estrutura do viaduto.

Trecho fica próximo de cratera aberta em julho

O local da ocorrência fica próximo ao trecho onde uma grande cratera se abriu em julho deste ano. Apesar da proximidade, o DNIT descartou relação entre os dois problemas.

Na ocasião, foram necessárias cerca de duas semanas de intervenções para recuperar a área. Em agosto, o departamento decretou situação de emergência no trecho para viabilizar a contratação de uma obra emergencial e solucionar o problema de forma definitiva.

Na época, o órgão apontou que a primeira cratera havia sido provocada pela circulação de água em um aterro. Cerca de três meses depois, no entanto, a contratação da obra ainda não havia sido concluída.

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