Zambelli disse não conseguir abrir conta bancária na Itália nem em nenhum outro país. Segundo ela, a impossibilidade decorre de restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal, que teria incluído seu nome na Interpol com uma classificação de crime financeiro.
A falta de acesso a serviços bancários, disse Zambelli, inviabiliza o recebimento de pagamentos por eventual trabalho no país. Na comunidade anunciada, ela promete oferecer conteúdos exclusivos sobre diferentes áreas de conhecimento e relatos sobre o período em que esteve presa.
“Se você um dia me admirou, eu te peço essa ajuda para que você entre nessa comunidade e faça sua inscrição, para que eu possa me manter aqui na Itália até as coisas se resolverem no Brasil, até eu poder ter uma oportunidade de trabalho” , afirmou.
Processo de extradição
A Justiça italiana remarcou para 24 de novembro de 2026 a audiência que analisará o pedido de extradição de Zambelli ao Brasil. A sessão havia sido prevista inicialmente para outubro, mas a defesa pediu prazo adicional para examinar documentos enviados pelas autoridades brasileiras. Os documentos tratam das condições de detenção e da assistência médica que a ex-deputada receberia na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
O STF condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A condenação se refere ao episódio em que ela perseguiu um jornalista armada em São Paulo, na véspera do 2º turno das eleições de 2022.
Em julho de 2026, a Justiça italiana anulou a decisão que autorizava a extradição e determinou nova análise do pedido. Os magistrados rejeitaram a tese de perseguição política apresentada pela defesa, mas solicitaram informações adicionais sobre as condições de saúde e o atendimento médico que Zambelli receberia no sistema prisional brasileiro.

