O grupo reúne profissionais com larga experiência em banco de atacado. Entre eles estão os três sócios-fundadores da Westlink: Edison Brandt, Guilherme Datorre e Marcelo Bastos. Brandt soma 20 anos de carreira, sendo mais de 16 no Bradesco Corporate, antes de seguir para o Itaú BBA. Datorre também passou pelo Itaú BBA e pelas áreas de Middle Market e Corporate Banking do HSBC e do Santander. Bastos, por sua vez, acumula passagens pelo Santander Corporate & Investment Banking, onde chegou a Corporate Sales Manager, e pelo Itaú BBA, como Relationship Manager.
O movimento integra a estratégia da Ável de ampliar o atendimento a empresas, com a meta de dobrar o tamanho da operação PJ até 2028. Atualmente, o segmento representa cerca de 10% dos R$ 17 bilhões sob custódia da companhia e uma fatia de 4 mil entre as 44 mil contas da Ável.
Co-CEO da Ável, Marcelo Cincão considera haver espaço para crescimento dentro da própria base. A companhia possui cerca de 8 mil clientes pessoa física que são sócios de empresas e que ainda não mantêm uma conta PJ na plataforma.
“Temos a oportunidade de estender esse relacionamento para a empresa da qual eles são sócios, oferecendo uma visão 360° e integrada das necessidades financeiras pessoais e empresariais. Para acompanhar o crescimento desses negócios ao longo do tempo, precisamos de conhecimento especializado em PJ dentro de casa”, avalia Cincão.
Aquisição de expertise
Os profissionais passarão a integrar a estrutura da Ável e também contribuirão para a formação dos assessores e consultores da companhia. A ideia é aprimorar a capacidade técnica da equipe e estruturar uma frente de conhecimento dedicada ao cliente PJ.
A operação ocorre em um momento de transformação no atendimento financeiro às empresas, em que um modelo já consolidado entre investidores pessoa física começa a ganhar força no mercado PJ. A XP, que já possui uma plataforma estruturada para PF, vem ampliando a grade de serviços a pequenas e médias empresas. Na Ável, a incorporação da expertise da Westlink acompanha esse movimento.
“O mercado de pessoa jurídica ainda tem muito espaço para evoluir em termos de distribuição e acesso a diferentes soluções financeiras. Estamos atentos a essa transformação e queremos potencializar nossa capacidade de atender esse segmento, combinando escala, tecnologia e conhecimento especializado. A aquisição da Westlink agrega essa expertise à Ável”, conclui Cincão.
Até 2030, a Ável tem como meta chegar a R$ 100 bilhões sob custódia. A estratégia de crescimento por aquisições ganhou espaço no plano da empresa neste ano, após um período de expansão majoritariamente orgânica.
A companhia também anunciou, nos últimos meses, a criação de um conselho consultivo, presidido por Cincão, e a chegada de dois novos conselheiros: os economistas Aod Cunha e Alcindo Costa Canto Neto. A contratação do executivo Alvaro Catão, voltada ao público private, se soma às movimentações recentes
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