Paim observou que, embora a oposição tenha conquistado votação expressiva para o Senado e a Câmara dos Deputados, isso não lhe dá maioria para aprovar ou rejeitar todas as matérias. Para o parlamentar, a governabilidade depende da capacidade de construir acordos, sem abrir mão da fiscalização e das críticas ao governo.

— A política não se faz com ódio nem com radicalismo, sectarismo. A política se faz com diálogo, respeito e capacidade de ouvir, inclusive quem pensa diferente — afirmou.

Ao lembrar seus 40 anos de vida pública, Paim, que está se despedindo do Congresso, ressaltou que a atuação política deve ser orientada pelo bem comum, e não por disputas entre partidos. Entre as propostas que considera prioritárias, o senador mencionou a tarifa zero no transporte coletivo e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), que está na pauta do Plenário desta terça-feira.

— O que importa não é a vitória de um partido ou de um grupo político: o que importa é a vitória do povo brasileiro — concluiu.

Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly.