Paes justificou que o silêncio mantido depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral –que confirmou a vitória de Douglas Ruas (PL) ainda em 1º turno com a anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos-RJ)– teve como objetivo evitar interferências na disputa presidencial.

“Muita gente me perguntou por que eu fiquei em silêncio sobre a eleição aqui no Rio desde a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. A resposta é muito simples: entendi que a disputa jurídica do Rio não podia atrapalhar a eleição presidencial. O país precisava votar com tranquilidade, e foi isso que aconteceu. Agora chegou a hora de falar sobre isso” , afirmou.

Embora tenha reconhecido a vitória de Ruas em 8 de outubro, Paes declarou ter decidido “reiniciar a luta” , impulsionado por mobilizações de diversos setores da sociedade fluminense que cobram um 2º turno.

Em setembro, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) indeferiu o registro de candidatura de Garotinho devido à suspensão de seus direitos políticos. Como a defesa recorreu ao TSE, os votos recebidos pelo ex-governador permaneceram registrados como “anulados sub judice ” .

Diante da indefinição, a coligação de Paes pediu urgência ao TSE para o julgamento definitivo, alegando insegurança jurídica. Como a análise ocorreu depois do fechamento do sistema das urnas, Garotinho continuou figurando na tela de votação e obteve 274.411 votos (3,17%) em 4 de outubro.

No entanto, em 5 de outubro, Garotinho desistiu do recurso. A anulação definitiva desses votos reduziu o total de votos válidos no cálculo geral, fazendo com que Ruas ultrapassasse a marca de 50% e fosse declarado vencedor em 1º turno . Na ocasião, Paes chegou a afirmar que Garotinho e Ruas articularam uma manobra para inviabilizar a realização do 2º turno.