Os norte-americanos vão às urnas nesta 3ª feira (3.nov) para renovar todas as cadeiras da Câmara dos Representantes e ⅓ do Senado. A votação pode inverter o equilíbrio entre partidos no Congresso e influenciar diretamente o restante da administração do presidente Donald Trump (Republicano).

Opositores de Trump, os democratas são mais alinhados a políticas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que os republicanos. O aumento do poder do partido no Congresso reduziria a chance de novos atos hostis do presidente dos EUA, como a alta de tarifas.

Caso assuma o controle do Legislativo, o partido poderá atuar para barrar medidas unilaterais do presidente, como a elevação arbitrária de tarifas, medida da qual o Brasil foi alvo em 2025 .

STATUS DAS NEGOCIAÇÕES

Durante conversa com jornalistas na Câmara, Márcio Elias Rosa afirmou que as negociações com os norte-americanos “ainda estão no mesmo pé”.

O último encontro oficial entre autoridades dos 2 países foi em 30 de setembro, quando os representantes de Brasil e EUA acordaram 4 semanas para a elaboração de um termo de referência que servirá de esboço de um futuro acordo.

“Essa semana é a 4ª semana, então eu imagino que a partir dessa semana ou na outra o Brasil deve receber o documento. A informação que eu tenho é que eles estão trabalhando no documento para nos encaminhar” , disse o ministro.

Segundo Elias Rosa, o termo consiste em uma espécie de “oferta” usada em acordos comerciais.

“Eles devem nos encaminhar a proposta de um acordo, dizendo, basicamente, quais são os setores que eles gostariam de ter oferta de redução, por exemplo, de tarifas. E nós responderemos na sequência. Mas não tem nenhuma antecipação do mérito, do conteúdo ainda” , declarou.