— Não eram robôs. Eram o professor, a enfermeira, o motorista de aplicativo, a dona de casa, o estudante; gente que recebia uma tarefa e a cumpria, como explicar o que o governo fez, desmontar boatos e conversar com o vizinho indeciso. Uma militância digital revolucionária que transformou a internet, tantas vezes usada para o ódio, em um espaço de organização cívica — afirmou Humberto.

O senador ressaltou a participação de jovens e idosos nessa mobilização — para ele, a juventude contribuiu com a energia e a invenção, enquanto os mais velhos trouxeram a memória e a consciência da perda da democracia. E também enfatizou o resultado de Lula no Nordeste, onde o presidente concentrou quase 70% votos válidos no segundo turno.

Para o parlamentar, a mobilização durante a campanha precisa ser mantida durante o novo mandato de Lula, com mais espaço para a participação da população. Além disso, ele disse que o resultado das urnas não autoriza o governante a deixar de prestar contas, e defendeu uma oposição atuante, que respeite as regras institucionais e rejeite a violência política.

— Não foi a vitória de um homem só, mas de um povo que se levantou, se organizou e se reconheceu. Que ela inaugure um novo tempo na democracia brasileira, porque a grandeza de uma democracia não se mede apenas pela capacidade de eleger governantes, mas pela capacidade de preservar a liberdade, corrigir os próprios erros e entregar a cada geração um futuro melhor — declarou Humberto.

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly