Para o ministro, o foco deve ser “evitar essa compulsão entre os brasileiros e brasileiras, inclusive entre torcedores e torcedoras desses times, funcionários desses times, dirigentes desses times, porque a compulsão afeta todas as classes sociais”.
As declarações foram feitas durante audiência pública na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que discute ações que tratam do mercado de apostas esportivas e loterias.
“Nós estamos aqui na briga por todos, inclusive pelos torcedores, pelos jogadores, funcionários e dirigentes de times de futebol que infelizmente entraram na compulsão de bets eletrônicas e que a gente precisa salvar essas pessoas” , declarou.
Padilha também citou as mulheres. “Eu, com todo respeito, ouvi um representante de um time de futebol que acabou de falar que a briga dele são os clubes, o salário, como manter o time de futebol. […] A minha briga são as mulheres, 65% delas que têm vergonha de procurar um serviço de saúde, mesmo quando reconhecem que têm um vício” .
BETS NO STF
A audiência foi convocada a pedido da Advocacia Geral da União , das autoras da Ação Direta de Inconstitucionalidade 8.027 e de entidades admitidas nos processos como amici curiae –participantes que auxiliam o Tribunal com informações e argumentos sobre o tema das bets.
A discussão também envolve a MP 1.394 de 2026, que proibiu a operação das bets no Brasil. Fux é relator de ações que discutiam a regulamentação das bets antes da edição da MP. A audiência, portanto, não se restringe à medida provisória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e servirá para subsidiar o STF em diferentes processos relacionados ao mercado de apostas.

