“Entre a presidência da CCJ e manter a coerência, eu prefiro abrir mão da CCJ” , disse.

Nikolas ressaltou que sua posição é pessoal e não representa uma decisão da bancada. Segundo ele, o PL deve preservar sua identidade política, mesmo que isso signifique perder cargos e comissões. Apesar das divergências, afirmou que pretende conversar com Motta na 4ª feira (4.nov).

O deputado também citou Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) como possíveis alternativas à presidência da Câmara, mas disse que não há definição.

Nikolas defendeu ainda Rogério Marinho (PL-RN) para o comando do Senado . Avaliou que a candidatura está mais avançada e que o senador pode contribuir para recuperar o equilíbrio entre os Poderes.

RESISTÊNCIA A MOTTA

Nikolas afirmou que manter a identidade da direita significa não apoiar Motta, a quem criticou pelo apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.

“Eu acho que isso significa não caminhar junto com o Hugo Motta. […] Entre comissões e coerência, acho que eu prefiro ficar com a coerência ”, declarou.

O congressista também considerou pequena a possibilidade de o PL conseguir negociar a presidência da CCJ. Citou as resistências enfrentadas quando comandou a Comissão de Educação e durante a gestão de Caroline de Toni na CCJ.

Para Nikolas, a direita deve priorizar a confiança de seu eleitorado em vez de negociar espaços no Congresso. Como exemplo, mencionou o apoio do PL a Marinho na disputa anterior pelo Senado, mesmo sem conseguir formar maioria.

“Eu prefiro muito mais ganhar a próxima geração do que ganhar agora, digamos, a comissão e perder o futuro”, afirmou.

As eleições para as presidências da Câmara e do Senado estão previstas para fevereiro de 2027.