Ao todo, são cumpridos 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e 1 de prisão temporária. A operação também inclui 3 medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de 3 policiais civis de suas funções públicas.

As investigações apontam que a organização era liderada por um núcleo familiar e mantinha vínculos com facções criminosas. O grupo contaria com a participação de agentes públicos das forças de segurança, entre eles policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.

A organização é investigada por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. Também são apurados crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.

Segundo a PF, o grupo utilizava armamentos, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar organizações rivais.

A principal área de atuação ficava na região de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A organização também mantinha ramificações em outros Estados brasileiros.

De acordo com as investigações, drogas e armas eram adquiridas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os produtos abasteciam redes de distribuição no Brasil, enquanto parte dos entorpecentes seguia por rotas internacionais com destino à Europa, especialmente Espanha e Portugal.