“Agora estamos nos aproximando de 100% da dívida em relação ao PIB. Isso é ruim. O que é pior é que o custo do serviço da dívida, com a inflação empurrando as taxas para cima, está se tornando sufocante para os governos e, claro, é ruim para as empresas e famílias” , disse Georgieva.

Para a chefe do FMI, os governos têm recorrido ao endividamento para responder a crises, mas não aproveitam os períodos seguintes para recompor suas reservas fiscais. Mencionou ainda a pandemia de Covid e a guerra na Ucrânia como exemplos de choques que levaram a novos gastos e empréstimos, sem que os países reconstruíssem suas reservas.

De acordo com ela, para resolver o problema do endividamento, será necessário combinar expansão da atividade com ajustes fiscais.

Georgieva também disse que a expansão da inteligência artificial representa um risco para a estabilidade financeira global. Segundo a diretora-geral do FMI, a estimativa é que 40% dos empregos no mundo serão afetados pela IA em um período relativamente curto.

“O entusiasmo com a IA está sugando investimentos, transformando a IA na única perna em que a economia mundial se apoia. Se essa perna bambear, haverá grandes problemas” , afirmou.