A decisão confirmou a expectativa da maioria das instituições financeiras, que apostava na interrupção do ciclo de cortes depois do aumento das incertezas fiscais e da volatilidade do mercado após as eleições presidenciais.

A decisão foi anunciada depois da reunião de 2 dias do colegiado, realizada na 3ª feira (3.nov) e nesta 4ª feira (4.nov). Com a manutenção, o Banco Central interrompe a sequência de reduções da taxa básica, que havia chegado a 13,75% em setembro, quando o Copom cortou os juros em 0,25 ponto percentual.

A manutenção da Selic confirmou a expectativa predominante entre os agentes financeiros. Levantamento com 105 instituições, divulgado antes da decisão, mostrou que 72 apostavam na estabilidade dos juros em 13,75%, enquanto 33 esperavam um novo corte de 0,25 ponto percentual, para 13,50%.

As projeções indicavam que 68,6% das instituições consultadas esperavam a manutenção da taxa, contra 31,4% que projetavam redução.

A mudança nas expectativas se deu depois do 2º turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito.

A reação do mercado financeiro ao resultado eleitoral incluiu alta do dólar, queda da Bolsa brasileira e elevação dos juros futuros. O movimento aumentou as dúvidas sobre o espaço para novas reduções da Selic no curto prazo.

Antes das eleições, parte do mercado esperava que o Banco Central continuasse o ciclo de flexibilização monetária em novembro.

A próxima reunião do Copom está marcada para 8 e 9 de dezembro de 2026 . O mercado acompanhará os próximos indicadores de inflação, atividade econômica e as medidas fiscais anunciadas pelo governo para avaliar quando o Banco Central poderá retomar a redução dos juros.

A ata da reunião desta 4ª feira (4.nov) será divulgada em 10 de novembro e trará mais detalhes sobre os fatores considerados pelo colegiado.