Os réus, Kalyson Signorini de Angelo Macedo, de 20 anos, e Roberto Antônio Brito de Souza, conhecido como "Juninho da Baiana", respondem ao processo na Justiça por homicídio triplamente qualificado, fraude processual e corrupção de menores. Ambos estão presos.
O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro João Paulo II, motivado por uma disputa territorial pelo tráfico de drogas na região. A sessão de julgamento está marcada para começar às 10h.
Júnia Calixto morreu baleada por um criminoso em Rio Preto (SP)
Imagens de circuitos de segurança flagraram a execução. Veja as imagens no vídeo acima. Logo após o crime a câmera instalada no local foi propositalmente virada para tentar impedir o reconhecimento dos envolvidos.
De acordo com a denúncia do Ministério Público e as investigações da Polícia Civil, Júnia foi morta por vender drogas em uma área dominada por um grupo rival, localizada a poucos metros de um ponto chefiado por Kalyson. A suspeita dos criminosos era de que ela também era informante da polícia.
As investigações apontam que Roberto Antônio foi o autor dos disparos. Ele chegou ao endereço na garupa de uma motocicleta pilotada por José Guilherme Lousano Júnior, o "Escovão". O piloto da moto morreu em um tiroteio com a polícia em fevereiro de 2025.
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Delegado diz que execução de jovem na frente do filho teve 'teatro' armado entre criminosos para incriminar adolescente
Kalyson Macedo (à esquerda) e Roberto Antônio Brito (à direita) respondem ao processo de homicídio contra Júnia Calixto em Rio Preto (SP)
José Guilherme Louzano Junior morreu na troca de tiros com os policiais em Rio Preto (SP)
'Teatro armado', diz polícia
Criminoso baleou jovem na frente dos filhos em Rio Preto (SP)
Durante a investigação, os policiais constataram que os três suspeitos de envolvimento no homicídio coagiram um adolescente de 14 anos a assumir o assassinato para permanecerem impunes.
Em troca, eles dariam uma arma, uma motocicleta e uma quantia em dinheiro. Por isso, entregaram a ele o revólver utilizado no assassinato de Júnia. Contudo, as investigações apontaram que ele não tinha envolvimento no homicídio.
Em entrevista à TV TEM, o delegado responsável pela investigação, André Amorim, disse que a execução da jovem teve “teatro” armado, porque o menor foi levado para um local afastado, onde tentaram modificar provas.
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