A ação foi realizada após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogar a liminar que suspendia a ordem de busca e apreensão. A decisão foi assinada pelo desembargador Paulo Feitoza e restabeleceu a autorização para que a polícia realizasse a diligência no endereço da investigada.

O inquérito apura suspeitas de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A investigação ganhou repercussão após Omar Aziz criticar, no primeiro discurso depois da vitória nas eleições, ataques pessoais envolvendo a filha adolescente. Na ocasião, o governador eleito afirmou que acionaria a Justiça contra os responsáveis.

O g1 tentou contato com a defesa de Maria do Carmo. Um advogado que acompanha o cumprimento do mandado na residência informou que só vai se pronunciar após a conclusão da diligência.

Desembargador derruba liminar e autoriza busca e apreensão na casa de Maria do Carmo

A busca e apreensão havia sido autorizada pela Justiça durante o andamento da investigação. No dia 29 de outubro, policiais fizeram diligências em endereços supostamente ligados à campanha de Maria do Carmo. Na ocasião, a candidata negou ter sido alvo da ação.

No dia seguinte, uma liminar suspendeu temporariamente a busca e apreensão em relação à ex-candidata.

A defesa de Maria do Carmo alegou que ela havia comparecido espontaneamente à delegacia e se colocado à disposição dos investigadores, inclusive oferecendo a entrega voluntária de aparelhos eletrônicos.

Ao revogar a liminar, o desembargador Paulo Feitoza considerou que a busca era necessária para preservar provas digitais que poderiam ser apagadas ou modificadas.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Delegado assume investigação

Na quarta-feira (4), o delegado Marcelo Martins assumiu o inquérito por determinação da Delegacia Geral da Polícia Civil.

Martins continua como titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e passou a reforçar a equipe responsável pela investigação na Depca.

O habeas corpus apresentado pela defesa ainda será julgado. A decisão que autorizou a busca e apreensão não representa o julgamento definitivo do pedido.