O cenário representa uma mudança em relação à trajetória de valorização construída ao longo de 2025, que levou AXIA3 à máxima histórica de R$ 67,84 em abril deste ano . Desde então, a ação perdeu força e passou a ameaçar a tendência positiva de médio prazo.

Em 2026, AXIA3 acumula queda de 5,77% , com outubro registrando recuo de 14,31%. Na semana passada, o papel chegou a despencar 18,22% , enquanto novembro apresenta uma recuperação ainda tímida, de 0,55%. Na última sessão, a alta foi de apenas 0,23%.

Do ponto de vista técnico, R$ 46,21 é a principal referência de suporte , observada tanto no gráfico diário quanto no semanal. A manutenção dessa faixa pode favorecer uma tentativa de recuperação, enquanto seu rompimento aumentaria o risco de continuidade do movimento de baixa. O papel também negocia abaixo de médias móveis importantes de curto prazo.

A fragilidade dos preços contrasta com a recuperação dos resultados da companhia. A Axia registrou lucro líquido de R$ 1,11 bilhão no 3T26 , revertendo prejuízo de R$ 5,45 bilhões no mesmo período do ano anterior. O resultado, porém, ficou abaixo dos R$ 1,5 bilhão esperados, em média, pelos analistas consultados pela LSEG.

O Ebitda regulatório ajustado cresceu 8,4%, para R$ 6,92 bilhões, próximo da projeção de R$ 7 bilhões. A receita operacional líquida regulatória avançou 0,9%, para R$ 10,03 bilhões, enquanto os investimentos aumentaram 5,7%, para R$ 2,86 bilhões.

A companhia também segue no radar dos investidores interessados em dividendos. Em levantamento recente do InfoMoney , o Santander destacou que a metodologia de alocação de capital da Axia prevê cerca de R$ 38 bilhões em distribuições até 2030 , sob determinadas premissas para os preços de energia.

Axia no curto prazo: sobrevenda abre espaço para repique

Axia (AXIA3) tenta reagir depois de forte queda, mas segue abaixo das principais médias; IFR (14) em 29,82 indica sobrevenda e suporte de R$ 46,21 ganha importância.

No gráfico diário , a Axia Energia segue em um momento técnico delicado depois da forte deterioração recente. O papel vinha de uma tendência de alta construída ao longo de 2025 e chegou à máxima histórica de R$ 67,84 em abril de 2026, mas perdeu força posteriormente. Após uma correção até a região de R$ 48,64 , a ação reagiu e voltou a testar R$ 61,96 , onde passou por uma fase mais lateral antes de iniciar uma nova perna de baixa. Esse movimento culminou em um forte gap vendedor e levou o papel à mínima recente de R$ 46,21 .

A leitura de curto prazo permanece cautelosa. O papel negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, que passaram a inclinar para baixo. A média de 9 períodos aparece próxima de R$ 49,67 , enquanto as médias mais longas estão na região de R$ 55,06/R$ 55,72 . O IFR (14) está em 29,82 pontos , já em região de sobrevenda. Essa combinação entre queda acentuada, afastamento das médias e IFR sobrevendido abre espaço para um repique técnico , mas ainda não há confirmação de fundo.

Para uma recuperação mais consistente, AXIA3 precisa superar inicialmente R$ 49,30 e R$ 51,62 . Acima dessas faixas, as próximas resistências ficam em R$ 53,63 , na região das médias em R$ 55,06/R$ 55,72 , seguida por R$ 57,27 e, em uma extensão maior, R$ 61,96 .

No sentido contrário, a mínima de R$ 46,21 é o principal suporte imediato. A perda desse patamar pode abrir espaço para R$ 41,20 , R$ 39,35 e a região dos R$ 34,00 . Em uma deterioração mais profunda, entram no radar níveis próximos de R$ 31,65 .

Por enquanto, o cenário segue defensivo, apesar da possibilidade de reação provocada pela sobrevenda.

Axia no médio prazo: tendência de alta está ameaçada

AXIA3 ameaça a estrutura de alta no gráfico semanal após forte correção; perda de R$ 46,21 pode abrir espaço para a região de R$ 35, enquanto recuperação das médias melhoraria o cenário.

No gráfico semanal , a Axia ainda carrega parte da estrutura de alta construída ao longo de 2025, mas o movimento recente colocou essa tendência sob ameaça. Depois de atingir a máxima histórica de R$ 67,84 em abril de 2026, o papel entrou em correção, passou por uma fase lateral e sofreu forte pressão nas últimas semanas. Só na semana anterior, a ação recuou 18,22% .

A leitura técnica segue cautelosa. O preço está abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, atualmente próximas de R$ 53,34 e R$ 53,54 , enquanto a média de 200 períodos aparece mais abaixo, em R$ 34,92 . O IFR (14) está em 38,88 pontos , ainda fora da região de sobrevenda. O forte afastamento das médias curtas pode favorecer algum repique, mas o gráfico semanal também ainda não confirma a formação de um fundo.

A referência central continua sendo R$ 46,21 . A perda dessa faixa abriria um espaço relevante para continuidade da correção, com suportes em R$ 35,69 , na média de 200 períodos em R$ 34,92 , depois R$ 32,85 , R$ 27,60 e R$ 23,55 . Em uma deterioração mais profunda, o gráfico ainda permite uma extensão para a região de R$ 20,65 .

Para voltar a ganhar força no médio prazo, AXIA3 precisa recuperar inicialmente R$ 49,30 e, posteriormente, as médias na região de R$ 53,34/R$ 53,54 . Acima delas, as próximas resistências estão em R$ 57,27 , R$ 61,96 e na máxima histórica de R$ 67,84 . Até que essas regiões sejam retomadas, o cenário permanece de cautela e o comportamento próximo de R$ 46,21 tende a ser decisivo para definir a próxima perna do movimento.

( Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T )

Guias de análise técnica:

O que é uma linha de tendência na análise gráfica?

O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade

Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader . Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice .

The post Axia (AXIA3) volta ao lucro, mas gráfico indica risco de mais queda appeared first on InfoMoney .