Os dois concorrentes à presidência do São Paulo têm a intenção de se encontrar com Dorival Júnior para conversar sobre a permanência do treinador à frente da equipe. Tanto Vinícius de Medeiros, candidato que representa a situação, quanto Marcelo Portugal Gouvea, candidato da oposição, desejam dialogar com o treinador.
O principal ponto de atenção será a questão financeira: ambos avaliam que os atuais vencimentos do técnico, estimados em R$ 2 milhões por mês, estão acima da realidade econômica do clube e defendem uma redução de gastos.
A intenção dos candidatos é entender as condições para manter Dorival no projeto e avaliar possíveis ajustes no contrato. Apesar da preocupação com os custos, o calendário do futebol brasileiro aparece como um fator importante para a tomada de decisão.
Calendário pode acelerar conversas
O novo presidente será eleito na primeira quinzena de dezembro e assumirá oficialmente o cargo em 1º de janeiro. O problema é que, de acordo com o calendário da CBF, os campeonatos estaduais têm início previsto para 10 de janeiro.
Com uma diferença tão pequena entre a posse da nova gestão e o começo das competições, o planejamento da próxima temporada precisará avançar antes mesmo da mudança de comando no clube, durante a transição.
Por isso, a tendência é que a pré-temporada do São Paulo comece ainda em 2026, período em que Dorival continuará vinculado ao Tricolor. O cenário aumenta a necessidade de os candidatos conversarem antecipadamente com o treinador.
A situação de Rafinha, atual diretor de futebol do São Paulo, também é incerta

