As vítimas fazem parte de um grupo de cerca de 500 pessoas que teriam morrido em um dos piores massacres ritualísticos dos tempos modernos.

Mais de três anos depois de a polícia do Quênia descobrir valas comuns ligadas a um culto que pregava a morte por inanição, liderado pelo evangelista Paul Mackenzie, o religioso foi condenado por assassinato pela morte de 190 crianças e um adulto.

O caso de Mackenzie mobiliza o país da África Oriental desde abril de 2023, quando policiais encontraram restos mortais em uma floresta próxima à cidade costeira de Malindi, às margens do Oceano Índico. A descoberta deu início a uma investigação que levou à localização de mais de 400 corpos, quase metade deles de crianças.

Ex-motorista de táxi, Mackenzie fundou a Igreja Internacional Boas Novas em 2003. Com o passar dos anos, passou a fazer pregações cada vez mais apocalípticas e a incentivar seus seguidores a deixar de comer, assim como seus filhos, até morrerem de fome. Segundo ele, isso permitiria que todos chegassem ao céu antes do fim do mundo.

Em um vídeo publicado no YouTube em março de 2023, Mackenzie, que tinha milhares de seguidores presencialmente e na internet, afirmou que era guiado pela "voz de Cristo" ao transmitir mensagens de que o mundo acabaria naquele ano.

"Segui a voz que me dizia que eu havia concluído o trabalho", afirmou.