O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 se aproxima, e a ansiedade cresce entre estudantes que sonham com uma vaga na universidade. Para lidar com a pressão, muitos candidatos apostam em revisões e simulados mas com estratégias diferentes para a prova.

O g1 ouviu conversou com duas candidatas do Acre, Talline Nicole Silva de Andrade, de 18 anos, que aposta em uma rotina mais intensa, e Débora Louzada, também de 18, que vai fazer o Enem pela quarta vez e decidiu estudar de forma menos acelerada.

Após concluir o ensino médio em 2025, Débora percebeu que a quantidade de horas dedicadas aos estudos nem sempre representavam um melhor rendimento. "Ano passado não consegui ser aprovada e ainda fiquei sobrecarregada. Depois disso, decidi estudar menos, porém com qualidade", ressalta.

Estudantes adaptam estratégias diferentes às suas realidades na busca por uma vaga em curso superior

✍️ O primeiro dia de provas será neste domingo (8), enquanto o segundo está marcado para 15 de novembro. Na primeira data, os candidatos fazem as provas de linguagens, ciências humanas e redação. No segundo domingo, será a vez de matemática e ciências da natureza.

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A preparação envolve diferentes modalidades de ensino. Débora frequenta um cursinho presencial em Rio Branco e também assinou duas plataformas on-line, que oferecem conteúdos de diversas disciplinas, além de materiais voltados para redação e linguagens.

Na reta final, o foco está nas revisões dos assuntos estudados durante o ano e na resolução das últimas dúvidas. A redação é uma das áreas que mais preocupam a estudante. Para tentar melhorar o desempenho, ela costuma produzir dois textos por semana e analisar os próprios erros.

O objetivo dela é cursar direito. Como planeja se mudar para São Paulo no próximo ano, pretende concorrer a vagas em universidades paulistas por meio do Enem, utilizando o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Para ela, outra etapa tão importante quanto a prova é cuidar da mente antes de tudo. "Depois desse suporte que eu tenho, acabo colocando em prática o que venho discutindo na terapia também na hora dos estudos", afirmou.

Débora Louzada, de 18 anos, busca uma vaga em direito

Rotina de até 12 horas de estudos

Para Talline, a rotina é ainda mais rigorosa: ela chega a dedicar até 12 horas por dia aos estudos.

"Normalmente, são até 9h de estudo por dia, mas isso varia bastante. Em alguns dias, estudo mais e já cheguei a completar 12 horas. Estou bem ansiosa e espero que seja uma boa prova para todos, ainda mais pelo tema da redação, que seja algo que nós estudantes tenhamos facilidade para falar", disse.

Formada no ensino médio em 2025, ela pretende cursar medicina. Embora tenha preferência pela Universidade Federal do Acre (Ufac), também considera instituições de outros estados. Seu principal objetivo, porém, é conquistar uma vaga no curso por meio do processo seletivo próprio da Ufac.

A experiência acumulada nas edições anteriores ajudou a estudante a identificar os conteúdos em que precisava melhorar. Neste ano, a principal estratégia foi trabalhar os erros e aperfeiçoar as disciplinas nas quais já apresenta melhor desempenho.

"Esse ano eu foquei em trabalhar mais os meus erros e só aperfeiçoar as matérias que eu tinha menos dificuldade. Meu principal objetivo era reduzir meus déficits no segundo dia de prova e aumentar minha nota na redação", explicou.

Talline de Andrade, de 18 anos, estuda até 12 horas diárias e busca uma vaga em medicina na Ufac

De segunda a sexta-feira, Talline chega ao cursinho particular, em Rio Branco, às 7h30 e permanece até as 17h45. Quando volta para casa, ainda reserva aproximadamente duas horas para estudar e organizar os materiais do dia seguinte.

A preparação também continua no fim de semana. Aos sábados, ela costuma frequentar o cursinho pela manhã e participa de uma mentoria de matemática à tarde. Já aos domingos, dedica entre seis e sete horas aos estudos, mas procura reservar um período para ficar com a família.

Com rotina intensa, Talline estuda até 12 horas diárias incluindo o final de semana

Uma das principais dificuldades da estudante é matemática. Segundo ela, interpretar os enunciados e encontrar caminhos para resolver os problemas exige atenção redobrada. Para melhorar o desempenho, passou a fazer simulados regularmente e revisar os conteúdos que mais caem no Enem.

"Minha principal estratégia é fazer simulados e revisar os conteúdos mais recorrentes para a prova. A parte do meu estudo que mais me auxilia é corrigir as questões que eu erro nas provas que faço e revisar para não errar mais", contou.

Mesmo com a preparação intensa, Talline acredita que o descanso também precisa fazer parte da preparação. Para ela, respeitar os momentos de pausa é importante para manter o equilíbrio durante o período de estudos. "O descanso é tão importante quanto o estudo em si", declarou.

Antes das provas, ela também segue uma rotina para tentar controlar a ansiedade e chegar mais tranquila ao local de aplicação.

"Uma coisa que sempre faço antes das provas é ouvir músicas relaxantes, organizar os materiais e preparar os lanches que vou levar para dentro de sala", completou.

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