Um homem foi preso depois de espancar mulheres no prédio onde ele mora na Zona Norte do Rio de Janeiro.

A câmera de segurança mostra quando uma família desesperada chega à portaria. Uma vizinha ouve os gritos e tenta entender o que está acontecendo. Logo depois, pega o elevador e sobe até o andar onde o homem já tinha agredido uma senhora de 81 anos. Ao se deparar com ele, se torna mais uma vítima. A violência é tão brutal que borramos as imagens. O homem chuta a vizinha e, dali em diante, dá uma sequência de socos e cotoveladas. Chega a estrangular a mulher. São quase três minutos de agressões.

"Segundo a vítima informou, ele só gritava: 'Já que ninguém me ajuda, eu vou matar todo mundo, eu vou matar todo mundo'", diz o delegado Álvaro Gomes.

O homem foi identificado como Lucas Portela Fontana Gomes, ele é praticante de jiu-jitsu. O Jornal Nacional conversou com um funcionário que, com medo, preferiu não se identificar. A voz dele foi alterada por inteligência artificial:

"Foi uma coisa bárbara. Ele chutando a cara dela. Dá até vontade de chorar porque coisa difícil. Foi muito chute na cara, muito chute na cara mesmo".

Lutador é preso depois de agredir violentamente duas vizinhas no Rio

Jornal Nacional/ Reprodução

Testemunhas contaram que, antes das agressões à vizinha dentro do elevador, o homem já tinha entrado em outros apartamentos. A senhora de 81 anos está internada com traumatismo craniano.

Lucas Portela resistiu à prisão e tentou pegar a arma de um policial. Os agentes deram um tiro na perna dele. Ao sair do hospital, prestou depoimento e foi liberado, porque inicialmente o caso foi registrado apenas como lesão corporal. Só depois de ter acesso às imagens e ao estado de saúde das vítimas é que a polícia pediu a prisão. Lucas foi preso nesta sexta-feira (6) de manhã por tentativa de feminicídio, lesão corporal, ameaça e violação de domicílio.

Por que que ele não procurou um homem, sobretudo um homem do tamanho dele para fazer essas agressões? Porque ele é um sujeito muito grande, muito forte. Mas foi justamente mulheres e mulheres ainda mais frágeis. Então, a gente tem que apurar tudo isso ainda para ter essa certeza, mas eu acredito que seja realmente um crime pela misoginia, pela questão desse ódio aí às mulheres", diz o delegado Álvaro Gomes.

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