A operação do NOSSO Club no GP de São Paulo recebeu um investimento de R$ 18 milhões, 12,5% mais do que os R$ 16 milhões aplicados na estreia do projeto em Interlagos, em 2025. O espaço terá capacidade para cerca de 600 convidados e contará com apoio de marcas como Caixa Seguridade, BYD, EMS, Chivas Regal, 3 Corações, Total Pass, Bora Club, Minu, Brain003 e Core Mídia.
“O principal motivo foi uma procura maior dos nossos parceiros, que reforçou nossa decisão de investir na operação”, afirma Santiago Vieira, CEO e sócio-fundador do NOSSO.
Segundo o executivo, a Fórmula 1 faz parte da estratégia da empresa de levar a experiência criada no Carnaval para outros grandes eventos no Brasil e no exterior.
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De um perfil corporativo a uma experiência mais descontraída
A principal mudança da edição deste ano está na programação pensada para estimular a convivência entre os convidados. Se, em 2025, a música ficava concentrada principalmente nos momentos posteriores às atividades da pista, agora ela estará presente ao longo de todo o dia. Segundo Vieira, essa decisão foi diretamente influenciada pela experiência da marca no GP de Miami.
Vista do NOSSO Club para a pista do Autódromo de Interlagos (Divulgação)
“Na estreia em São Paulo, a operação tinha um perfil mais corporativo, com a programação musical concentrada no after. Já Miami teve uma dinâmica mais descontraída, com DJ ao longo de todo o dia, e essa foi uma das principais ideias que trouxemos para Interlagos. Essa experiência reforçou uma convicção nossa: relacionamento e diversão caminham juntos. Quando as pessoas estão à vontade e aproveitando o ambiente, as conversas acontecem de forma mais natural”, disse.
Cenografia reforçada e novas atrações
A estreia do NOSSO Club em Interlagos mostrou à empresa que uma boa experiência vai além da vista para a pista e precisa integrar logística, atendimento, gastronomia e entretenimento.
“A estreia reforçou a importância de pensar a experiência como um todo. Em um evento dessa dimensão, a logística de chegada e saída, o atendimento, a gastronomia e a programação precisam funcionar de forma integrada.”
Neste ano, o espaço contará com uma ambientação mais sofisticada em relação à edição anterior, além de atrações como simuladores e mesa de sinuca, voltadas a estimular a interação entre os convidados. Segundo o CEO, o objetivo é criar momentos de convivência ao longo dos três dias do evento, mantendo a identidade construída pela marca durante quase uma década na Marquês de Sapucaí.
“O desafio é construir uma experiência com a identidade do NOSSO dentro do formato e das condições de operação do GP de São Paulo”, completou.
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Para onde vão os R$ 18 milhões
Boa parte do investimento de R$ 18 milhões no NOSSO Club está ligada à própria estrutura da Fórmula 1. Segundo Vieira, a maior parcela dos recursos é destinada à aquisição dos ingressos para o GP de São Paulo.
“A maior parcela é destinada à aquisição dos ingressos para o GP. Além disso, existe toda a estrutura de hospitalidade que montamos: meeting point, transporte de ida e volta, cenografia, mobiliário assinado, gastronomia, coquetelaria, atrações e opções de entretenimento, como simuladores e mesa de sinuca.”
O que atrai as marcas para a Fórmula 1
Entre os parceiros da operação estão empresas de setores distintos: farmacêutico, financeiro, automotivo, alimentos e bebidas. Para Vieira, essa diversidade demonstra o poder da Fórmula 1 como plataforma de relacionamento corporativo.
“A Fórmula 1 reúne visibilidade internacional, um evento desejado pelo público e oportunidades de relacionamento. Assim como acontece com o Carnaval no Rio, existe um movimento em torno do evento que amplia seu interesse para as marcas. O que oferecemos a essas empresas é uma estrutura para receber clientes, parceiros e executivos, criar experiências e dedicar tempo a essas relações. A exposição da marca é importante, e a possibilidade de estar próximo de pessoas relevantes para o negócio tem muito valor”, explica.
Margens menores, mas papel estratégico
Embora a Fórmula 1 tenha se tornado uma frente importante de expansão para o negócio, as operações em Interlagos e Miami ainda estão longe da rentabilidade alcançada pelo camarote da Sapucaí.
“O NOSSO no Carnaval, sem dúvida. Foi a rentabilidade que construímos nessa operação que nos deu condições de financiar esse movimento de expansão.”
Segundo Vieira, as operações ligadas à Fórmula 1 trabalham com margens menores, especialmente no exterior, onde os custos são mais elevados. O executivo não abriu as taxas.
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O desafio de adaptar a hospitalidade da Sapucaí à Fórmula 1
Diferente do Carnaval carioca , que oferece liberdade maior para desenhar a experiência, a Fórmula 1 segue padrões globais rígidos de hospitalidade, estrutura e operação, segundo Vieira. Ainda assim, o executivo vê a categoria como um campo de aprendizado para a marca.
“No Carnaval, nosso território de origem, temos mais flexibilidade, mais espaço físico e uma operação consolidada, que oferece maior margem para investir. A experiência da Sapucaí nos deu condições de fazer essa expansão. A Fórmula 1 está nos ensinando a aplicar o que sabemos sobre hospitalidade em um contexto diferente, com outras regras e desafios”, avalia.
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