Com mais de 95% dos votos apurados, ambos os partidos estão com pouco menos de 30% dos votos, com apenas alguns milhares de votos separando os dois.

Uma projeção da Comissão Eleitoral da Nova Zelândia mostrou que a atual coligação governante de três partidos, liderada pelo Partido Nacional, teria uma maioria de duas cadeiras, após uma eleição dominada por uma economia em dificuldades e pela desilusão dos eleitores com os dois principais concorrentes.

Após a divulgação dos resultados parciais, ambos os partidos se pronunciaram. O atual primeiro-ministro, Christopher Luxon, chamou os números de animadores ao falar a seus apoiadores em Auckland:

"É animador ver que, pelos números obtidos até agora, o Partido Nacional é mais uma vez o maior partido no parlamento, e temos um caminho para formar o próximo governo. Mas preciso dizer que, mesmo agora, está muito difícil prever o resultado".

O líder trabalhista Chris Hipkins transmitiu uma mensagem semelhante em Upper Hutt, uma cidade a nordeste da capital Wellington. Disse que "pode levar um pouco mais de tempo" para entender o que acontecerá daqui pra frente no governo.

Os votos especiais, que ainda não foram contabilizados, incluem os de eleitores no exterior ou de pessoas fora de seu distrito eleitoral. Eles só serão divulgados no dia 27 de novembro.

Esses votos geralmente favorecem a esquerda, o que pode ser crucial em distritos eleitorais onde a disputa entre os candidatos do Partido Trabalhista e do Partido Nacional permanece acirrada.