O país reconheceu a regionalização sanitária após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em Nova Itaberaba, em Santa Catarina , em 18 de outubro.
Com a decisão uruguaia, nenhum parceiro comercial mantém restrições às importações de produtos avícolas provenientes de todo o território brasileiro, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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Restrições afetam 3% das exportações brasileiras
De acordo com o Mapa, com as restrições do Uruguai e de outros países delimitadas a Santa Catarina, o impacto sobre as exportações brasileiras de produtos avícolas passa a corresponder a aproximadamente 15 mil toneladas por mês , o equivalente a 3% da média mensal exportada pelo Brasil, de cerca de 500 mil toneladas.
Segundo nota do ministério, a decisão uruguaia ocorre após um trabalho conjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), ambas do Mapa, além do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o prazo de 19 dias em que a restrição uruguaia vigorou em todo o País, até ser limitada ao território catarinense.
“Em 2024, foram 74 dias. Agora, apenas 19. É uma diferença enorme e um resultado que merece ser comemorado. Não estamos falando apenas de números, mas de confiança, de credibilidade e da capacidade do Brasil de demonstrar que uma ocorrência sanitária localizada não precisa comprometer o comércio de todo o país. Essa é uma conquista do trabalho conjunto das nossas equipes, que protege a produção brasileira e dá mais segurança a quem produz e exporta.”
Onze países ainda restringem produtos de Santa Catarina
Atualmente, 11 países ainda mantêm restrições aos produtos avícolas de Santa Catarina .
De acordo com o governo, a prioridade é fazer com que essas medidas sejam delimitadas apenas à área onde ocorreu o foco da doença de Newcastle, reduzindo os impactos sobre os demais produtores e exportadores do Estado.
“Aos consumidores, o Ministério reitera que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”, diz a nota do Mapa.
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