O convênio pelo qual Nelson Wilians recebeu o dinheiro foi firmado pelo TCE-MT com a Fundação Uniselva, entidade sem fins lucrativos ligada à UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso).

Em Mato Grosso, Nelson Wilians advogou para a empresa Capital Consig, investigada pela PF na Operação Fugazi, que apura suspeitas de fraudes em operações de crédito consignado envolvendo servidores públicos, aposentados e pensionistas.

Os pagamentos a Nelson Wilians e a outros prestadores de serviços não são detalhados na transparência da Uniselva. A reportagem do Uol não conseguiu acesso aos contratos, notas fiscais e as prestações de contas do serviço que teria sido realizado. Nelson Wilians não advoga para a fundação em nenhum processo público.

Carlos Eduardo Guerreiro, gerente executivo da Uniselva, afirmou ao Uol que Nelson Wilians realizava serviços de “recuperação tributária de impostos” e recebia mensalmente o valor de honorários de 18% do total de economia gerada na folha de pagamento da fundação.

A assessoria de Nelson Wilians disse que as duas empresas não estão mais em seu nome e que foram realizados serviços tributários no convênio. Declarou também que Nelson não foi indiciado no inquérito da PF da Operação Sem Desconto e que não possui vínculos com a Capital Consig desde maio de 2025.

O Poder360 questionou por e-mail a UFMT, a Uniselva e o TCE-MT sobre os fatos descritos na reportagem, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.