As duas legendas receberam cerca de 30% dos votos cada. Os dados foram divulgados pela Comissão Eleitoral da Nova Zelândia, com mais de 95% das cédulas contabilizadas. O resultado oficial do pleito, porém, deve ser divulgado só em 27 de novembro.

Apesar do equilíbrio na votação, uma projeção da Comissão Eleitoral sinaliza que a atual coalizão governista poderá alcançar a maioria no Parlamento, com uma vantagem de duas cadeiras. O bloco é formado por 3 partidos e liderado pelo Partido Nacional.

“ É animador ver que, pelos números até agora, o Partido Nacional é novamente a maior legenda do Parlamento e temos um caminho para formar o próximo governo “, afirmou o primeiro-ministro Christopher Luxon (Partido Nacional), durante discurso a apoiadores em Auckland.

O premiê, no entanto, reconheceu que a pequena diferença para os adversários impede a definição imediata do resultado. “ Mas preciso dizer a vocês, neste momento, que a disputa está acirrada demais para apontar um vencedor “, acrescentou.

COMO A VOTAÇÃO FUNCIONA

O resultado definitivo das eleições será divulgado em 27 de novembro, quando serão incluídos os chamados votos especiais. A categoria abrange, entre outros, os votos de neozelandeses que vivem no exterior e daqueles que participaram do pleito fora de suas regiões eleitorais.

Essas cédulas poderão alterar a distribuição de assentos no Parlamento, especialmente nas regiões em que candidatos do Partido Nacional e do Trabalhista registraram diferenças pequenas na apuração inicial.

A Nova Zelândia utiliza um sistema proporcional misto desde 1996. Cada eleitor tem direito a 2 votos: um destinado a um partido político e outro a um candidato que concorre para representar a região onde o eleitor mora.

O Parlamento tem 120 cadeiras em sua composição base. Dessas, 71 são ocupadas por representantes eleitos em cada região. A s outras 49 são preenchidos por candidatos das listas partidárias, de acordo com a proporção de votos recebidos pelas legendas e as cadeiras já conquistadas.

O sistema eleitoral permite a criação de assentos adicionais. Segundo a apuração preliminar, a Casa poderá chegar a cerca de 130 integrantes na próxima gestão. Nesse caso, serão necessárias pelo menos 66 cadeiras para formar uma maioria.

A divisão dos assentos entre diferentes legendas favorece a formação de coalizões. Diante da disputa acirrada deste ano, os partidos menores poderão ter papel decisivo nas negociações para a formação do próximo governo. Caso o atual bloco governista perca a vantagem na contagem definitiva, tanto o Partido Nacional quanto uma eventual aliança de esquerda poderão precisar do apoio de siglas de centro.