Segundo a investigação, Leite teria atuado diretamente na administração de empresas sob controle do PCC e seria o proprietário de fato da Transwolff. O relatório final do inquérito, com 104 páginas, também atribui ao ex-vereador a ocultação e destruição de provas. Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas por associação à organização criminosa.
Os investigadores afirmaram ainda que Leite tem elevado poder econômico e influência política. O documento também relata que ele teria mantido contato com pessoas de fora da investigação enquanto estava preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes. Em depoimento, o ex-presidente da Câmara negou as acusações e declarou ser inocente.
Leite está preso temporariamente desde 18 de setembro. Ele foi inicialmente levado à Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, mas transferido, em 20 de outubro, para o CDP 2 (Centro de Detenção Provisória 2) de Guarulhos. A mudança ocorreu depois de suspeitas de que teria recebido regalias de policiais civis durante a custódia.
O MP-SP deve analisar os pedidos de prisão preventiva no início da próxima semana. A Promotoria também decidirá se apresenta denúncia contra os investigados. Caso a Justiça aceite as acusações, eles passarão à condição de réus.
O Poder360 procurou a defesa de Milton Leite por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do pedido. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

