Um ponto que chamou a atenção na entrevista coletiva, envolveu o nome do meia Giovanni Augusto. Ele foi rebatido por declarações dadas à imprensa após a partida com o Mirassol, que decretou o rebaixamento da Chapecoense.

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O camisa 10 do Verdão comentou, em uma entrevista, que nem todos os jogadores estavam sentindo vergonha pelo momento da Chapecoense.

— É inaceitável a gente perder os jogos e achar que está tudo bem. Tem que ter mais cobrança. Alguns jogadores estão também sentindo vergonha, não todos, porque a verdade é essa — declarou Giovanni em entrevista pós-jogo na zona mista.

Giovanni Augusto, meia da Chapecoense

João Zatta Grolli/ACF

A fala foi rechaçada pelo departamento de futebol e causou polêmica. Em coletiva de imprensa na sexta-feira, a diretoria do Verdão do Oeste falou sobre o caso e criticou duramente o meio-campista.

— Nós não compactuamos com o que ele falou. Num momento de dor, de queda, não é momento de um líder vir à imprensa e mencionar o que ele ou os companheiros sentiam. Estávamos no vestiário, e não foi aquilo que ele disse que sentimos dos atletas. O clima era de muito abatimento, muita tristeza, pois todos sabiam que era muito ruim — disse Neném, coordenador técnico.

Enory Martins, Rafael Lima e Neném, dirigentes da Chapecoense

O dirigente comentou que Giovanni é um líder técnico dentro de campo, mas que não poderia ter feito isso, até pela vivência e pela experiência de futebol que tem.

— Muitos desses companheiros que ele disse saem do jogo esgotados, porque muitas vezes tem que se desdobrar na marcação para que ele tenha uma situação de mais espaço, para usar a qualidade técnica. Se ele expôs a situação, deveria ser homem para pontuar. Mas ele só jogou para vocês, e não era hora de fazer isso. Um cara que se rotula líder não pode mencionar uma situação que não aconteceu. Não foi o que nós observamos dos atletas — rebateu.

Rafael Lima complementou que a declaração foi infeliz, que não condiz com a realidade e que será tratado internamente.

— Como ele expôs algo que não é verdade, eu tenho que vir aqui desmentir. Primeiro, ele não fala em nome da Chapecoense e nem pelo grupo de atletas. É um dos líderes técnicos, mas líder de atitude é outro tipo de situação. Aqui existe hierarquia, comando técnico e departamento de futebol. Em outros momentos em outros clubes, o Giovanni já deu algumas declarações infelizes, e dessa vez foi mais uma. Tenham certeza de que o ano de 2027 começa assim, com respeito à hierarquia, e principalmente, respeitando o próximo — disse Rafael.

Giovanni Augusto - Chapecoense

João Zatta Grolli/ACF

Na manhã de sexta-feira, o camisa 10 da Chapecoense se manifestou sobre o rebaixamento do clube.

— Hoje é um daqueles dias em que faltam palavras para expressar o sentimento. A dor de não alcançar o nosso objetivo é enorme, principalmente por saber o quanto essa camisa representa e o quanto nossa torcida merece. Sei que nada do que eu disser agora será capaz de diminuir a tristeza desse momento, mas quero que saibam que nunca faltaram respeito, dedicação e entrega — escreveu Giovanni Augusto.

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