A pesquisa deste ano somou 3.922 respostas válidas de donos reais — com validação por CPF e placa para atestar a posse de cada veículo. No critério da premiação, a nota 100 representa o ponto de equilíbrio: notas superiores a 100 indicam que o modelo superou as expectativas do cliente, enquanto índices entre 97 e 99 apontam que ele apenas cumpriu o que prometia. Notas inferiores a 97 começam a sinalizar frustração.
Qual a diferença entre câmbio automático, CVT e dupla embreagem?
Entre os 33 finalistas avaliados, apenas seis veículos conseguiram quebrar a barreira dos 100 pontos no índice geral. Destes, quatro pertencem a marcas chinesas, que desbancaram nomes consolidados da indústria nacional. Contudo, se a experiência ao volante surpreende, o comportamento das redes autorizadas nas revisões e reparos divide as fabricantes em extremos opostos.
O topo geral de satisfação
GWM Haval H6
BYD Dolphin Mini
1º lugar geral: GWM Haval H6 (101,50 pontos)
“Compraria novamente. E, hoje, quando for trocar, pretendo permanecer na GWM.” Luis Eduardo Chagas e Janeusa Rita Leite Primo Chagas, Salvador (BA) Acervo pessoal/Quatro Rodas
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Grande vencedor da edição de 2026, o GWM Haval H6 protagonizou uma virada notável. No levantamento de 2025, o SUV figurava na modesta 22ª posição geral e no terceiro degrau da sua categoria. Agora, assegurou o topo absoluto ao superar a expectativa dos motoristas em 14 dos 23 atributos pesquisados, empatando na média em outros cinco e sem receber nenhuma nota abaixo de 90 pontos.
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A eficiência do conjunto mecânico híbrido — disponível tanto na configuração HEV quanto na PHEV — foi determinante para a avaliação dinâmica. A agilidade nas arrancadas rendeu 109,86 pontos , enquanto as retomadas e facilidade de ultrapassagem marcaram 103,87 pontos . O porta-malas também superou a média da categoria com 103,26 pontos .
Além do produto em si, a percepção da marca teve destaque: a pontuação para a rede de concessionárias cravou 100,00 pontos , e a confiança na fabricante atingiu 100,91 pontos , sendo a única montadora da pesquisa a romper a casa dos 100 nesse indicador de credibilidade. As poucas ressalvas dos proprietários ficaram restritas ao valor percebido na hora da compra ( 93,05 ), depreciação na revenda ( 90,05 ), nível de acabamento interno ( 96,77 ) e ausência de alguns itens de equipamentos ( 96,82 ).
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2º lugar geral: BYD King (101,16 pontos)
“Segundo King que compro e não pretendo sair da marca.” Petermam Pereira da Silva, São Paulo (SP) Acervo pessoal/Quatro Rodas
Ocupando o segundo lugar em Sedãs Médios no ano passado, o BYD King não apenas tomou a liderança do segmento como garantiu o vice-campeonato geral de satisfação. O modelo superou sedãs compactos e médios consolidados com motores flex convencionais, ancorado na consistência de suas notas: nenhuma avaliação individual ficou abaixo de 92 pontos.
Com tração prioritariamente elétrica e auxílio do motor a gasolina sob demanda, a motorização híbrida plug-in do sedã foi exaltada principalmente na rapidez nas arrancadas, que atingiu 110,17 pontos . Os proprietários também elogiaram a ergonomia, o acesso aos comandos internos ( 105,84 ) e a capacidade do porta-malas de 450 litros declarados ( 104,25 ).
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As queixas, no entanto, expõem o receio com a manutenção de longo prazo: a reposição de peças obteve 92,06 pontos , a durabilidade dos componentes ficou em 94,69 e o preço praticado na compra marcou 95,40 . Ainda assim, o equilíbrio do conjunto credenciou o três-volumes a superar a barreira dos 101 pontos.
3º lugar geral: BYD Dolphin Mini (100,83 pontos)
“Faz pouco tempo, mas já estou muito satisfeita. Meu marido tem Song Pro e já sabíamos o que esperar.” Karoline Mello Gama, Goiânia (GO) Acervo pessoal/Quatro Rodas
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O compacto 100% elétrico repetiu o impacto causado pelo Dolphin convencional em 2024 ao conquistar a liderança no ranking geral. O modelo, que lidera as vendas de veículos elétricos no Brasil e frequenta a lista dos dez automóveis mais emplacados do mercado, conquistou os donos pela resposta dinâmica urbana.
O torque instantâneo do motor elétrico rendeu 110,66 pontos em aceleração partindo da imobilidade e 109,31 pontos em capacidade de ultrapassagem. O desenho externo da carroceria também figurou como ponto alto, com 106,46 pontos .
Em contrapartida, o Dolphin Mini concentrou notas que expõem concessões de projeto e mercado: a sensação e os itens de segurança receberam a pior média do modelo ( 88,60 pontos ), acompanhada por críticas diretas ao valor cobrado na compra ( 89,32 ) e à oferta de peças ( 92,69 ).
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O contraste do pós-venda: excelência da GWM e alerta vermelho na BYD
Se na entrega do produto os chineses ditaram o ritmo de satisfação, a convivência diária nas oficinas das redes autorizadas revelou uma assimetria.
A GWM venceu a avaliação de pós-venda com folga , registrando 99,03 pontos — patamar que superou todas as marcas concorrentes (as demais posicionadas acima da média fecharam na faixa dos 97 pontos). Com 130 concessionárias abertas até o encerramento de 2025, a marca chinesa conquistou os clientes pela pontualidade ( 101,89 ), cumprimento de prazos ( 101,07 ), qualidade dos trabalhos ( 100,53 ) e atendimento ( 100,00 ). O ponto fraco apontado foi o custo da mão de obra, com o preço do serviço amargando 92,33 pontos .
No extremo oposto, a BYD despencou para a 14ª e última posição no ranking geral de pós-venda, com nota de apenas 92,53 pontos — índice que enquadra o atendimento da montadora na zona de insatisfação. A marca não superou as expectativas dos donos em nenhum dos oito quesitos de serviço avaliados.
Além das queixas ao preço das revisões ( 87,64 ), o gargalo mais grave esteve na disponibilidade de peças de reposição : com 87,85 pontos , a BYD amargou a pior nota individual de todo o levantamento de pós-venda da premiação, confirmando que a rápida expansão nas vendas ainda cobra uma fatura pesada no suporte ao consumidor.

