A companhia atua no setor de navegação, tanto em mar aberto quanto em águas interiores. Também realiza a extração de seixo e areia do rio Oiapoque. Os materiais são comercializados no mercado local para uso na construção civil, como na fabricação de artefatos de concreto.
Bruna Rossi/Poder360 - 14.out.2026
Luiz Ataíde, proprietário da Lunay Empreendimentos, no porto da empresa, em Oiapoque, Amapá
Luiz Ataíde, proprietário da Lunay Empreendimentos, no porto da empresa, em Oiapoque, Amapá
Bruna Rossi/Poder360 - 14.out.2026
Porto da Lunay Empreendimentos em Oiapoque, Amapá
Porto da Lunay Empreendimentos em Oiapoque, Amapá
Bruna Rossi/Poder360 - 14.out.2026
Porto da Lunay Empreendimentos, em Oiapoque, Amapá
Porto da Lunay Empreendimentos, em Oiapoque, Amapá
Bruna Rossi/Poder360 - 14.out.2026
Centro da Petrobras em Oiapoque para onde são levados os animais resgatados. As 4 voadeiras que resgatam os animais ficam no porto da Lunay Empreendimentos
Centro da Petrobras em Oiapoque para onde são levados os animais resgatados. As 4 voadeiras que resgatam os animais ficam no porto da Lunay Empreendimentos
A Lunay Empreendimentos também opera uma área portuária e presta serviços de resgate de embarcações, docagem e sondagem.
“Também estamos desenvolvendo um projeto com o Sebrae para um produto que é uma espécie de argamassa para que as pessoas façam pequenos rebocos, reparos na sua própria casa” , disse Luiz Ataíde, proprietário da Lunay Empreendimentos, em entrevista ao Poder360 .
Há cerca de 2 anos, a Lunay Empreendimentos presta serviços à Mineral, empresa terceirizada da Petrobras que utiliza a estrutura portuária da companhia para alocar duas áreas flutuantes.
“Nós recebemos as embarcações deles em áreas de atracação. São 3 embarcações de porte grande e 4 voadeiras de resgate de animais. Além da parte de porto, também alugamos duas áreas de hangar para que eles guardem materiais de grande porte. E alugamos também um escritório com a parte de radiofonia. Nós temos uma antena de comunicação para embarcações” , afirmou Luiz Ataíde.
O empreendedor está otimista com a perspectiva de início da produção comercial de petróleo na região. Ele disse que a Lunay Empreendimentos pretende ampliar sua atuação no setor de navegação e avalia construir um heliporto, um hotel ou novos hangares.
“Quando a plataforma se instalar teremos um mundo muito grande de oportunidades. Vou ter que investir bastante na área de soldadores, por exemplo. E nós confiamos muito no sistema S porque o sistema S pode nos proporcionar melhor treinamento de pessoal. É importante treinarmos o pessoal que está aqui para não precisarmos depender de pessoas de Macapá ou de Belém” , afirmou Luiz Ataíde.
Petróleo no Amapá
A descoberta de petróleo pela Petrobras no poço Morpho, confirmada em agosto de 2026, reforçou as expectativas sobre uma nova fronteira petrolífera no Brasil. Perfurado no bloco FZA-M-59, a 175 km da costa do Amapá, o poço está na Margem Equatorial –faixa marítima que acompanha o litoral brasileiro do Amapá ao Rio Grande do Norte e passa por outros países sul-americanos.
A Margem Equatorial brasileira abrange áreas marítimas ao largo dos Estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.
A região é considerada uma nova fronteira exploratória de petróleo e gás. Seu potencial ainda é pouco conhecido, mas desperta interesse por apresentar características geológicas semelhantes às de áreas com grandes descobertas, como as costas da Guiana e do Suriname.
A atuação da Petrobras na região faz parte da estratégia da estatal de recompor suas reservas de petróleo e gás. O objetivo é atender à demanda nacional de energia durante a transição energética do país.
O Poder360 publica uma série de reportagens especiais sobre as oportunidades que as expectativas de exploração de petróleo na Margem Equatorial já começam a movimentar no Amapá. Os textos mostram como empresas e empreendedores locais se preparam para um novo ciclo de desenvolvimento econômico no Estado, impulsionado pela perspectiva de avanço da atividade petrolífera na região. Leia aqui as reportagens.
A jornalista Bruna Rossi viajou ao Oiapoque a convite do Sebrae.

