“ Temos a informação de que ele estaria em alguma cidade do Brasil. Isso está sendo investigado. Foram habilitados os alertas migratórios “, declarou Urioste em coletiva de imprensa divulgada pelo jornal boliviano Red Uno .
As investigações iniciais da polícia boliviana não identificaram registros de saída de Saucedo pelos postos oficiais de imigração do país. A ausência desses dados levou as autoridades a investigar uma possível travessia por uma rota terrestre não autorizada, com destino ao Brasil.
Saucedo anunciou ter deixado a Bolívia em uma publicação no X, na 4ª feira (4.nov.2026). Na mensagem, afirmou ser alvo de perseguição e de “ narrativas baseadas em mentiras ”. Também declarou que seria mais útil fora do país do que “ estando em uma prisão ou morto ”.
O Ministério Público havia expedido, na 3ª feira (3.nov.2026), um mandado de prisão contra Saucedo pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa. Os promotores afirmaram ter reunido indícios suficientes para justificar a medida e citaram riscos de fuga e de obstrução da Justiça.
Segundo Urioste, Saucedo pode ter recebido informações antecipadas sobre a ordem judicial e organizado a fuga depois do vazamento. A declaração foi feita a jornalistas e divulgada pelo jornal boliviano El Deber .
Os crimes investigados não teriam sido cometidos durante o exercício das funções de Saucedo como presidente do tribunal. O juiz, porém, ainda poderá ser investigado por possíveis irregularidades no cargo, como o recebimento de propina e o abandono de função.

