Dorival Júnior tem contrato com o São Paulo até o final de 2026, mas a renovação nem foi discutida — e o cenário que se formou nas últimas semanas não ajuda. A declaração do técnico após a vitória sobre o Vitória, dizendo que o clube tem “três campos e nenhum deles está em condições adequadas para treinarmos” e ligando algumas lesões à má qualidade dos gramados, gerou mal-estar interno. Para a atual diretoria, a fala foi pública demais e veio na hora errada.

O ambiente político que complica tudo

O São Paulo chega ao fim do ano sem candidato definido para as eleições presidenciais de dezembro, enquanto a oposição, liderada por Marcelinho Portugal Gouvêa, já tem plano de gestão apresentado. A decisão sobre Dorival está na prática suspensa até lá: quem renovar ou dispensar o técnico será o novo presidente.

O risco real

A tendência é de que Dorival chegue ao fim de 2026 sem acordo assinado, ficando livre no mercado. O treinador tem sido elogiado pelo desempenho em meio à crise, mas a combinação de atrito com a gestão atual e indefinição política transforma uma renovação que parecia natural em uma questão em aberto.

O momento do São Paulo

Com 39 pontos após a vitória sobre o Vitória, o Tricolor se afastou da zona de rebaixamento. O próximo compromisso é contra o Vasco, sábado (17), às 21h, no MorumBIS, pela 31ª rodada do Brasileirão.