Entre as redes afetadas estão Intermarché, Netto, Coopérative U, Carrefour, E.Leclerc e Monoprix. O prejuízo total ainda não foi calculado, mas pode chegar a dezenas de milhões de euros.

Os hackers reprogramaram os sistemas de degelo para atingir 50 °C e aumentaram de uma para 8 horas a duração do processo. A alteração dificultou a detecção do problema pelos sistemas de alarme. Em uma unidade da Intermarché, em La Haye, no departamento de Manche, na Normandia, componentes dos equipamentos de refrigeração chegaram a derreter depois que a temperatura alcançou 80 °C.

A investigação identificou como ponto de entrada um software da empresa dinamarquesa Danfoss, utilizado no controle dos sistemas de refrigeração. Segundo a companhia, a maioria dos equipamentos afetados estava obsoleta e já não recebia atualizações de software ou de segurança. A empresa havia publicado alertas sobre vulnerabilidades em seus programas em março e agosto de 2025.

O Ministério Público de Paris abriu uma investigação, conduzida pelo órgão francês especializado em crimes cibernéticos, para identificar as vítimas e dimensionar os prejuízos. Até a publicação da reportagem do Le Monde , nenhum grupo havia reivindicado a autoria do ataque. Os serviços do primeiro-ministro francês também acionaram a Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação da França para investigar o caso.