Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo e Ricardo Stuckert/PR
Os candidatos à presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), têm contado com dois aliados próximos nesta reta final de campanha para atrair votos: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB).
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Tarcísio acompanhará Flávio em ao menos três viagens para capitais. Nesta quarta (14), estiveram juntos em Porto Alegre. No fim de semana, a previsão é de que viajem para Vitória e Salvador. Integrantes da campanha avaliam que a presença do aliado em agendas fora do estado agrega valor à candidatura. Antes desta semana, já estiveram juntos em Brasília e Goiás.
Cobrado ao longo do ciclo eleitoral por um engajamento maior na campanha do aliado, o governador de São Paulo prometeu “mergulhar de cabeça” na campanha de Flávio no segundo turno e disse que o ajudaria “até fora do estado”. Em São Paulo, realizaram uma série de agendas conjuntas nos últimos meses.
Na terça (13), estavam lado a lado no evento em que a maior parte dos diretórios do MDB declarou apoio ao candidato, em um encontro com motoboys e em um encontro organizado pela Associação Comercial de São Paulo. Neste último, Flávio afirmou publicamente que Tarcísio tinha expectativa de ser candidato a presidente e que, assim que foi escolhido para concorrer, conversou com o pai sobre visitar o governador no Palácio do Bandeirantes.
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O candidato do PL deve voltar no fim de semana a São Paulo para um ato na avenida Paulista em apoio à sua eleição, com participação de outros aliados.
Já Alckmin tem uma agenda intensa prevista para os próximos dias. Nesta quarta (14), em agenda em Niterói com empresários, resumiu a estratégia da campanha para os próximos dias: "Olha, é buscar o voto com humildade. A campanha é curta. Segundo turno são três semanas só. O Brasil é um continente, então a gente se divide: um vai para um lado, o outro vai para o outro", afirmou.
São Paulo, maior colégio eleitoral do país, é um dos focos. Alckmin governou o estado por quatro mandatos, quando ainda era filiado ao PSDB. Na última semana, foi à comunidade de Paraisópolis, onde conversou com moradores. Nesta segunda (12), participou de missa no Santuário Nacional de Aparecida. Deve voltar a São Paulo na sexta (16) para um encontro com médicos na capital e evento com prefeitos em Hortolândia, no interior.
Lula ainda não está confirmado nas agendas no estado. Aliados articulam um ato final no dia 24 de outubro, na avenida Paulista. A última vez em que estiveram juntos foi no ato realizado na mesma avenida no último domingo (11).
Há previsão ainda de agendas de Alckmin no interior de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e no Paraná.
Os compromissos vêm na esteira de uma cobrança por um espaço maior do vice na campanha. Em entrevista ao Estúdio i, a ex-senadora e coordenadora de campanha do Lula, Kátia Abreu, defendeu que Alckmin deveria aparecer mais na campanha e destacou a experiência e a capacidade do vice-presidente, principalmente na área econômica, repercutindo críticas feitas durante reunião em Brasília.
Outros aliados de Lula têm realizado agendas e eventos em prol da reeleição do presidente. Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), entre eles, nesta terça (13), participaram de um ato com a militância no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

