A compra marca a entrada da fabricante brasileira no mercado aeroespacial indiano. A NAL foi constituída em 29 de julho de 2026 como subsidiária integral da MDSL (Mahindra Defence Systems Limited). Com a aquisição da Embraer, a empresa deixa de ter esse status.

“Em decorrência da referida aquisição de uma participação de 51% pela Embraer, a NAL deixará de ser uma subsidiária integral e passará a ser uma coligada da MDSL, uma subsidiária integral indireta da companhia” , diz o comunicado da Mahindra & Mahindra.

ESTRATÉGIA NA ÍNDIA

A movimentação faz parte de uma ofensiva mais ampla da Embraer no mercado asiático. A Índia tem 1,5 bilhão de habitantes, mas a fabricante opera apenas 49 aeronaves no país. No mundo, a companhia tem 4.000 aviões em serviço.

Os planos da empresa abrangem os segmentos comercial e de defesa. Em outubro, a Embraer fechou um acordo de cooperação estratégica com o grupo Mahindra para promover o cargueiro militar KC-390 Millennium no mercado indiano.

O país deve encomendar de 40 a 80 unidades da aeronave até 2026. Uma das exigências é que 50% do conteúdo da aeronave encomendada seja de fabricação nacional indiana. Esse requisito impulsionou a decisão da Embraer de estabelecer uma subsidiária local. A empresa avalia, inclusive, instalar uma linha de montagem final no país, dependendo do volume da encomenda.

O KC-390 concorre com o Lockheed C-130 Hercules e o A400M Atlas, dois dos principais cargueiros militares do setor.