Segundo o portal g1 , credores que representam R$ 308,8 milhões já aderiram ao plano de renegociação, o equivalente a 42,4% dos créditos abrangidos pelo pedido.

Em nota, o grupo afirmou que a recuperação extrajudicial faz parte de um processo de reorganização financeira e operacional iniciado após a mudança de controle e que tem como objetivo “reorganizar o pagamento das dívidas e adequar a estrutura financeira às necessidades do negócio”.

No pedido de recuperação extrajudicial, a companhia afirma que sua situação financeira foi impactada por uma combinação de fatores macroeconômicos e setoriais, como juros elevados, perda de poder de compra das famílias, aumento do endividamento dos consumidores, desaceleração do varejo e intensificação da concorrência de plataformas internacionais de comércio eletrônico.

A empresa também menciona os efeitos acumulados da pandemia e dificuldades relacionadas a negociações financeiras realizadas anteriormente.

A Ri Happy afirma que não haverá interrupção das operações. Segundo a empresa, lojas físicas, e-commerce e demais canais de venda seguem funcionando, enquanto as equipes permanecem focadas na preparação para as datas sazonais do quarto trimestre.

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A recuperação extrajudicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite à empresa negociar com parte de seus credores um plano de reestruturação de dívidas e, então, submetê-lo à homologação judicial.

O modelo difere da recuperação judicial tradicional porque não exige a participação de todos os credores e costuma ser utilizado quando a companhia busca reorganizar seu passivo de forma mais direcionada.

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Mudança de comando antecede pedido

A recuperação extrajudicial da Ri Happy foi protocolada menos de dois meses após a divulgação da venda da companhia para a BluSun Capital Partners, em 31 de agosto. Com a transação, o executivo Héctor Núñez, que já havia comandado a varejista entre 2012 e 2020, voltou ao cargo de CEO, substituindo Thiago Rebello.

Núñez foi chairman do conselho de administração da Odebrecht Transport entre 2022 e 2025, presidente e CEO da Novonor (antiga Odebrecht) entre 2022 e 2026 e presidiu o conselho da Braskem entre 2025 e maio de 2026.

Em agosto, a Ri Happy apresentou uma estratégia de transformação do negócio , baseada em ganhos de eficiência operacional, integração de canais, reforço da experiência nas lojas e aprimoramento da gestão de estoques.

Procurada pelo InfoMoney , a Ri Happy não se manifestou até o momento. O espaço segue aberto.

(Matéria em atualização)

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