“É fundamental que tenha checagem para a população brasileira saber a verdade em relação ao que é dito nos debates ”, declarou o senador Camilo Santana (PT-CE), porta-voz da campanha, no QG eleitoral do presidente, no Lago Sul, em Brasília.

Na mesma fala, disse que a equipe estava conversando sobre a iniciativa. “Nós queremos isso” , afirmou.

O senador criticou o desempenho de Flávio no debate anterior, realizado pela Band no domingo (18.out). Segundo Camilo, o adversário não respondeu às perguntas e fez declarações falsas. As críticas foram feitas durante a defesa de mecanismos para verificar as informações apresentadas pelos candidatos.

Também nesta 3ª feira Lula condicionou sua participação no confronto à autorização de Flávio para a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico . Durante ato de campanha em Juazeiro (BA), o presidente disse que aceitaria debater se o senador apresentasse um documento autorizando a medida.

O pedido de quebra dos sigilos de Lula e de familiares foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral e condicionado à reciprocidade de Flávio. O prazo dado para resposta é 4ª feira (21.out).

As duas cobranças se dão na reta final da campanha presidencial, antes da votação de domingo (25.out).

Abaixo-assinado pressiona Globo

Uma petição on-line também pede que a Globo adote a checagem de fatos ao vivo no debate presidencial. Criada na plataforma Change.org , a iniciativa reuniu mais de 418 mil assinaturas.

O abaixo-assinado pede que a emissora esclareça, durante a transmissão, declarações incorretas ou distorcidas dos candidatos. A mobilização foi criada por Rafael Brito e cita experiências de debates presidenciais nos Estados Unidos.