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Uma patente registrada pela fabricante descreve tecnologias que podem aumentar o envolvimento do motorista. A proposta inclui desde a reprodução de ruídos mecânicos até a transmissão de vibrações do conjunto motriz para a cabine.

<span class="hidden">&#8211;</span> Divulgação/Audi

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Uma das soluções prevê uma conexão física entre o sistema de propulsão e o habitáculo, permitindo que motorista e passageiros sintam as vibrações produzidas pelo motor elétrico. A Audi também considera reduzir o isolamento acústico para deixar determinados ruídos mais perceptíveis.

Outra possibilidade, segundo a revista Car and Driver, seria permitir que o motorista acelerasse o carro com o motor elétrico desacoplado, criando sensações diferentes durante a condução. Combinada a sons artificiais e à transmissão de vibrações para a cabine, a tecnologia poderia aproximar a experiência ao volante daquela oferecida por modelos a combustão.

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<span class="hidden">&#8211;</span> Fernando Pires/Quatro Rodas

A ideia não é inédita. A Hyundai, por meio da divisão esportiva N, já desenvolveu recursos como a simulação de trocas de marcha e sons de motores a combustão. Porsche, Mercedes-AMG e Ferrari também trabalham em elétricos que priorizam o envolvimento ao volante.

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As propostas da Audi vão além dos sons e das vibrações. A fabricante estuda utilizar o software para reproduzir o atraso na entrega de potência característico de motores turbo &#8211; o famoso turbo lag. Assim, os elétricos poderiam oferecer uma resposta menos imediata ao acelerador, simulando o comportamento de carros a combustão.

Audi Q6 e-tron Fernando Pires/Quatro Rodas

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A marca também considera utilizar aromas para influenciar a experiência ao volante. Em situações de condução tranquila, um cheiro poderia ajudar a criar uma sensação de relaxamento. Já em acelerações mais intensas, outro aroma seria liberado para dar mais estímulos.

Outra tecnologia prevista na patente envolve a projeção de imagens no para-brisa. O sistema poderia exibir elementos visuais durante a condução, embora a quantidade de informações e os possíveis efeitos sobre a atenção do motorista sejam questões importantes para sua aplicação.

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Audi A2 e-tron Divulgação/Audi

Como ocorre com outras patentes, não há garantia de que as tecnologias chegarão aos carros de produção. Por enquanto, as propostas mostram como a Audi busca tornar seus elétricos mais atraentes para quem considera o prazer ao dirigir tão importante quanto o desempenho e a eficiência.