A USP permanece à frente das instituições brasileiras incluídas no levantamento, concentrando 18,8% dos cientistas do país na lista de impacto anual. No conjunto, o Brasil soma 1.510 perfis nessa relação, ante 1.461 na edição anterior, um crescimento de cerca de 3,4%.

A Universidade Estadual de Campinas aparece com 105 pesquisadores, seguida pela Universidade Estadual Paulista , com 87. Juntas, as 3 universidades estaduais paulistas reúnem 476 nomes, o que representa 31,5% do total nacional.

Na sequência vêm a Universidade Federal de Minas Gerais , com 64 nomes, enquanto a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal do Rio de Janeiro têm 63 cada. Já a Fundação Oswaldo Cruz e a Universidade Federal de São Paulo contam com 35 pesquisadores cada.

Na USP, a maior concentração está no campo de Medicina Clínica, que reúne 129 dos 284 pesquisadores identificados na avaliação anual. Em seguida estão:

Biologia, com 26 nomes;

Química, com 25;

Agricultura, Pesca e Florestas, com 24;

Pesquisa Biomédica, com 21.

Entre as subáreas específicas, Odontologia reúne 19 pesquisadores, seguida por Sistema Cardiovascular e Hematologia (13) e Química Analítica (11). Psiquiatria, Neurologia e Neurocirurgia, e Agronomia e Agricultura figuram com 9 pesquisadores cada, enquanto Imunologia soma 8 nomes, seguida por Química Medicinal e Biomolecular, Entomologia e Biotecnologia, com 7 cada.

Os dados referem-se especificamente ao ano de 2025. Em uma 2ª tabela divulgada pelo estudo, que mede o impacto acumulado pelos cientistas ao longo de toda a carreira até o fim de 2025, a USP também lidera no país, com 267 pesquisadores entre os 1.304 brasileiros selecionados (20,5% do total nacional), sendo que 154 cientistas da universidade aparecem simultaneamente em ambas as listas.

A instituição é seguida por Unicamp (99), UFRJ (74), Unesp (60), UFRGS (56), UFMG (54), Fiocruz (43) e Unifesp (34).

Nesse recorte histórico, a subárea com mais representantes na USP é a de Energia, com 19 nomes, à frente de Odontologia (14), Química Analítica (12) e Biotecnologia (11). Somando os nomes que aparecem na lista anual e na de carreira (154 deles presentes em ambas), a universidade tem, ao todo, 397 pesquisadores distintos reconhecidos nesta edição.

Como funciona o levantamento

A base reúne indicadores padronizados de citações de pesquisadores de diferentes países e áreas do conhecimento. A edição atual utiliza perfis da plataforma Scopus capturados em 1º de agosto de 2026. Enquanto os indicadores de impacto acumulado ao longo da carreira vão até o fim de 2025, a tabela de impacto anual reflete as citações recebidas exclusivamente durante esse mesmo ano.

O principal indicador utilizado na seleção é o c-score, que procura medir o impacto científico por meio das citações, em vez de considerar apenas a quantidade bruta de publicações. O cálculo também leva em conta o padrão de coautoria e a posição ocupada pelo pesquisador nos artigos, como autor único, 1º autor ou último autor.

A seleção inclui pesquisadores entre os 100 mil com maiores pontuações no indicador composto, em classificações com e sem autocitações, ou que estejam na faixa porcentual dos 2% mais bem colocados em sua subárea científica. A classificação utiliza 20 grandes áreas e 174 subáreas do conhecimento.

A base original, com as tabelas completas e a descrição dos critérios utilizados, está disponível no repositório de dados da Elsevier .

Este texto foi publicado originalmente pela Agência SP em 19 de outubro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.