Com quase 86% dos votos apurados, 3 emissoras israelenses projetaram que o grupo de Netanyahu conquistaria 53 das 120 cadeiras do Parlamento. A oposição, liderada por Gadi Eisenkot , teria 48. Os partidos árabes israelenses devem conquistar 19 cadeiras, um recorde.

Para se eleger, Eisenkot precisaria do apoio dos partidos árabes, aliança rejeitada por grande parte das lideranças políticas judaicas do país. Sem maioria definida, Netanyahu deve continuar no cargo enquanto os partidos negociam a formação de um governo. Ele pode permanecer como interino até uma nova eleição, prevista para 2027.

LIKUD FALA EM INTERFERÊNCIA

O Likud, afirmou, sem apresentar provas, que o Catar e a Turquia financiaram ações para influenciar o voto em comunidades árabes. O presidente do Comitê Central de Eleições, juiz Noam Sohlberg, determinou que Shin Bet (serviço de segurança interna), investigue suspeitas de financiamento estrangeiro e suborno eleitoral. A apuração deve ser concluída em uma semana.

O chefe do Shin Bet, David Zini, afirmou que a votação transcorreu sem anormalidades. A polícia israelense também havia negado suspeitas de fraude eleitoral.

Nas eleições nacionais de Israel, os cidadãos votam exclusivamente em partidos (e não em candidatos específicos) para eleger os 120 membros do Knesset. O pleito é o 1º no país desde os ataques de 7 de outubro e o início da guerra em Gaza.

A partir do resultado dessa votação, o presidente, que atua como chefe de Estado, realiza consultas com os partidos eleitos para identificar qual líder político tem a maior probabilidade de formar uma coalizão majoritária de no mínimo 61 deputados.

Esse líder assume o cargo de primeiro-ministro e torna-se o chefe de Governo assim que sua coalizão e plataforma política forem oficialmente aprovadas pelo Knesset.

Os 2 blocos apresentaram projetos contrastantes ao eleitorado:

coalizão de Netanyahu – liderada pelo Likud, reúne legendas ultraortodoxas de direita, como o Shas , o United Torah Judaism, o Otzma Yehudit e a Religious Zionist Party. A chapa propõe o avanço da reforma judicial, maior influência religiosa no Estado e a consolidação do controle israelense na Cisjordânia e em Gaza;

bloco de oposição – liderado por Gadi Eisenkot, conta com o apoio de legendas como Yashar!, Beyachad, The Democrats e Yisrael Beyteinu. O grupo reúne origens ideológicas diversas e defende a criação de uma comissão independente para investigar os eventos de 7 de outubro de 2023, a restauração das relações diplomáticas internacionais de Israel e o combate à violência extremista na Cisjordânia.