Os números foram publicados nesta 5ª feira (29.out.2026), no relatório de Estatísticas Fiscais. Eis a íntegra (PDF – 377 kB). No acumulado de janeiro a setembro, as estatais tiveram deficit de R$ 11,4 bilhões. Em 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 10 bilhões.

O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida. Um deficit indica que as despesas superaram as receitas no período.

O indicador do Banco Central reúne empresas estatais federais, estaduais e municipais incluídas nas estatísticas fiscais. No caso das federais, não considera a Petrobras.

O resultado negativo de setembro interrompeu a recuperação registrada em agosto, quando as estatais federais apresentaram superavit de R$ 1,76 bilhão. Antes disso, as empresas haviam acumulado resultados negativos em todos os meses de janeiro a julho.

O deficit das estatais contribuiu para o resultado negativo de R$ 5,5 bilhões registrado pelo setor público consolidado em setembro. O valor representa uma melhora de R$ 12 bilhões em relação ao mesmo mês de 2025, quando o deficit primário havia sido de R$ 17,5 bilhões.

O resultado de setembro foi composto por:

governo central – superavit de R$ 3,5 bilhões;

governos regionais – deficit de R$ 5,6 bilhões;

empresas estatais – deficit de R$ 3,4 bilhões.

No acumulado de 12 meses, o setor público consolidado registrou deficit primário de R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do PIB (Produto Interno Bruto). O percentual ficou 0,09 ponto percentual abaixo do registrado até agosto.

Já os juros nominais do setor público somaram R$ 107,5 bilhões em setembro. Com isso, o deficit nominal, que inclui os juros da dívida, alcançou R$ 113 bilhões no mês.

A dívida bruta do governo geral permaneceu em 82,9% do PIB em setembro, equivalente a R$ 11,1 trilhões.