“O mercado, hoje, está acima da nossa capacidade produtiva, e nós vamos ajustar isso. Então, não há nada que vá impactar ou reduzir. [Vamos] gerar empregos e produzir aquilo que for necessário. Nós respeitamos a lei, seguimos a lei, e vamos investir de acordo com a legislação” , afirmou.
O complexo industrial mantém 9.500 empregos diretos. A empresa é a 2ª maior empregadora no setor industrial da Bahia.
A montadora chinesa difere da posição oficial da Fieb (Federação das Indústrias do Estado da Bahia) –que expressou ressalvas com a diminuição da escala de trabalho nacionalmente. Em comunicado publicado em 15 de outubro, a entidade declarou que “reconhece a importância” da redução da carga horária, mas que ela “pode comprometer avanços econômicos e sociais” .
A BYD tem como meta produzir 600 mil carros por ano. Atualmente, a capacidade da montadora é de 150 mil veículos por ano.
A empresa passa por um processo de nacionalização dos veículos produzidos na Bahia, que deve entrar em fase de testes em novembro. Consiste em ampliar a produção local de componentes e reduzir a dependência de peças importadas.
Desde que a fábrica de Camaçari foi inaugurada, em outubro de 2025, a BYD opera no modelo SKD ( semi-knocked down ): são importados da China kits parcialmente desmontados para a montagem no Brasil.
Com a instalação de fábricas de estamparia, soldagem e pintura, a empresa passará a produzir etapas importantes da carroceria no Brasil, avançando além da montagem de veículos com peças importadas.
A nacionalização também pode facilitar as exportações para o Mercosul. No caso das exportações de veículos para a Argentina, há exigências de conteúdo regional que podem chegar a 35%. O objetivo da BYD é ultrapassar 50% de conteúdo local na montagem em janeiro de 2027.

