A identificação de petróleo em 3 intervalos geológicos indica que há diferentes formações subterrâneas com acúmulo de óleo no mesmo poço. A 1ª descoberta foi anunciada em agosto. A 2ª, no início de outubro Agora, com a finalização da perfuração, a companhia confirmou a presença de petróleo em uma camada ainda mais profunda e iniciou o abandono do poço.

O resultado aumenta as expectativas em torno da Margem Equatorial, mas ainda não garante a produção comercial de petróleo. A Petrobras precisará avaliar o tamanho das acumulações e a quantidade de óleo que poderá ser extraída de forma economicamente viável. A companhia ainda não divulgou uma estimativa de reservas para o Morpho.

Com a perfuração e a coleta de dados geológicos concluídas, a estatal deixará o Morpho.

A Margem Equatorial é uma região marítima que se estende por cerca de 2.200 km, do Amapá ao Rio Grande do Norte. Abrange 5 bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. É considerada uma das principais novas fronteiras de exploração de petróleo do Brasil, em razão do potencial de descobertas semelhantes às registradas na Guiana e no Suriname.

Na Bacia da Foz do Amazonas, a Petrobras planeja perfurar outros 3 poços no bloco FZA-M-59 para delimitar as descobertas e avaliar o potencial de produção. O cronograma informado ao Ibama cita a perfuração do Manga a partir de março de 2027, seguida pelos poços PAD Morpho, com início marcado para novembro de 2027, e Crotalus, programado para julho de 2028. Essas operações deverão fornecer os dados necessários para determinar o volume de petróleo encontrado e subsidiar uma eventual decisão de desenvolvimento comercial da área.