O pedido foi apresentado em 15 de outubro, em uma ação contra o Estado. A lista federal foi elaborada a partir do cruzamento de registros eleitorais com dados de imigração, passaportes e seguridade social. As informações são do G1.

A Califórnia contestou a precisão do levantamento. Em uma amostra de 200 registros analisada pelo condado de Los Angeles, 42,9% tinham inscrições canceladas, 4,6% estavam inativos e 42,4% permaneciam ativos. Além disso, 71,2% das pessoas listadas nunca haviam votado, segundo dados apresentados ao tribunal.

Na decisão , o juiz David O. Carter afirmou que a medida poderia privar cidadãos habilitados do direito ao voto. Também indicou possíveis violações à Lei Nacional de Registro Eleitoral ( National Voter Registration Act ), que restringe a remoção sistemática de eleitores nos 90 dias anteriores a eleições federais.

As eleições de meio de mandato ( midterms ) nos Estados Unidos serão realizadas em 3 de novembro. A votação definirá as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, cerca de um terço do Senado e cargos estaduais e locais.

O caso já havia passado pelo Tribunal de Apelações do Nono Circuito em 26 de outubro. Na ocasião, a Corte rejeitou um 1º pedido emergencial do governo por entender que não tinha competência para analisá-lo naquele momento.

Depois da decisão de Carter, o DOJ recorreu novamente ao tribunal e pediu que as cédulas fossem impedidas de ser contabilizadas até a verificação da cidadania dos eleitores.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, comemorou a decisão e afirmou que a iniciativa poderia impedir milhares de pessoas de exercer o direito ao voto. A disputa judicial continua em andamento.